Após um mês e meio de suspensão, o programa Atividade Delegada foi retomado nessa quarta-feira (28) em Taubaté. O novo convênio firmado entre Prefeitura e governo estadual tem prazo de duração de três anos.
Pelo programa, policiais militares voluntários trabalham nos dias de folga, reforçando ações com foco na fiscalização do comércio irregular ou ilegal de ambulantes e fiscalização da pertubação do sossego.
“A Atividade Delegada foi suspensa no dia 14 de junho, em função de uma nova sistemática de análise de convênios. Aqui em Taubaté tem uma característica peculiar, que é a cessão de viaturas [por parte da Prefeitura]. Então, isso obrigatoriamente tem que passar pela análise da Procuradoria Jurídica da Secretaria de Segurança [Pública] do Estado”, afirmou o secretário municipal de Segurança, Capitão Souza. “Outras diversas cidades, cerca de 200 cidades, também estão nesse processo de renovação da Atividade Delegada. Então, por isso esse delay, esse período que ficou suspenso, em razão dessa burocracia”, completou.
O convênio prevê que até 150 policiais atuem na Atividade Delegada a cada dia, em jornadas de até oito horas. O gasto mensal será de R$ 440 mil, segundo a Prefeitura – o que representaria R$ 5,28 milhões por ano.
Para efeito de comparação, esse valor seria inferior aos gastos registrados em 2018 (R$ 6,444 milhões) e 2019 (R$ 5,365 milhões), mas superior ao montante aplicado no programa em 2020 (R$ 4,966 milhões).
ESTATÍSTICAS.
Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), do governo estadual, Taubaté registrou alta nos principais índices de criminalidade no primeiro semestre desse ano, no comparativo com o mesmo período de 2020.
O número de vítimas de homicídio, por exemplo, cresceu 166%, passando de nove para 24.
O número de roubos teve alta de 16%, passando de 326 para 381. Já os furtos cresceram 19%, indo de 993 para 1.188.
ESVAZIAMENTO.
A Atividade Delegada foi implantada na cidade em julho de 2013, no governo Ortiz Junior (PSDB), com 50 vagas. No mês seguinte, passou a 100 vagas. E, em novembro daquele ano, para 150.
Mas o programa começou a sofrer cortes no segundo semestre de 2015. Na época, com as finanças impactadas pela crise financeira nacional, a Prefeitura reduziu a oferta de vagas pela metade. Também houve redução na jornada diária, que era de 8h e passou para 6h.
Na campanha de 2016, Ortiz prometeu a manutenção do programa, mas a Atividade Delegada foi reduzida ano a ano, de 2017 a 2020.