Investigação

Caso Marco Aurélio: Polícia irá escavar piso de casa nessa quinta-feira

Por Da Redação |
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Caso Marco Aurélio. Peritos vistoriam casa na base do Pico dos Marins, em Piquete, na propriedade onde escoteiros acamparam
Caso Marco Aurélio. Peritos vistoriam casa na base do Pico dos Marins, em Piquete, na propriedade onde escoteiros acamparam

A Polícia Civil irá realizar nessa quinta-feira (29) escavações em um imóvel que fica na base do Pico dos Marins, em Piquete. A ação, que está marcada para começar às 9h, está relacionada à reabertura do inquérito sobre o sumiço do escoteiro Marco Aurélio Simon, que desapareceu aos 15 anos na montanha, em 1985.

O pedido para a retomada das investigações teve com base relatos de uma filha do antigo proprietário do local, que levantaram a hipótese de que Marco Aurélio poderia ter sido morto e enterrado na área, que serviu de acampamento para os escoteiros.

Essa primeira escavação será realizada no piso da casa em que morava o antigo proprietário, Afonso Xavier, que morreu em 1997. O trabalho deve ser feito por seis peritos da Polícia Científica, com apoio de máquinas da Prefeitura.

Uma segunda área, que fica em um trecho de mata a cerca de 200 metros da casa, também será escavada, mas ainda não há data prevista para isso ocorrer.

Nos últimos dias, os peritos fizeram o reconhecimento das duas áreas. Essa etapa contou com o uso de um detector de metal e também de um georradar, que é um equipamento utilizado para detectar objetos e estruturas sob o solo. Os aparelhos foram utilizados tanto na casa quanto no trecho de mata.

DESAPARECIMENTO.
Na manhã do dia 8 de junho de 1985, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. O grupo se perdeu e só conseguiu retornar à base às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o adolescente não estava lá.

As buscas se estenderam por 28 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, entre policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos (especialistas em grutas e cavernas), alpinistas, além de aeronaves. Nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada.

O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas. Nessa nova etapa, a Polícia trabalha com duas linhas de apuração: que o escoteiro tenha sido morto e enterrado na propriedade; ou que ele ainda esteja vivo, com base em informações levantadas por uma investigação paralela feita por parentes e amigos da família de Marco Aurélio.

OVALE lançou um podcast sobre o caso, dividido em duas partes. A primeira foi publicada no dia 27 e a segunda nesta quinta-feira. Ouça aqui:

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