Pandemia

Vale tem menor quantidade de internados por Covid em 7 meses, aponta Seade

Por Xandu Alves |
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Hospital
Hospital

O Vale do Paraíba registrou na primeira semana de agosto a menor taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para atender pacientes graves com Covid-19 dos últimos sete meses.

Aliás, os primeiros dias de agosto mantiveram o indicador em queda constante, começando em 44,6% e caiu para 40,7% na sexta-feira (6), a menor taxa desde 5 de dezembro (40,4%).

Antes desse período, o Vale havia registrado a taxa mais baixa de ocupação de UTI em 29 de novembro, com 39,6%.

Ou seja, a região retorna ao indíce de ocupação das unidades de terapia intensiva do período de maior queda no número de novos casos e mortes do ano passado.

Outubro e novembro tiveram 6.570 e 7.146 contaminados e 123 e 101 mortes confirmadas para a Covid-19, respectivamente, os valores mais baixos após a primeira onda da doença, entre juho e agosto.

Em números absolutos, a região acumula 337 pessoas internadas nos seis primeiros dias de agosto, a menor quantidade para o mesmo período desde novembro, que tinha 235 hospitalizações até o dia 6.

A região ainda atingiu o 33º dia seguido com internações abaixo de 100, o que não ocorria desde 5 de julho, e está perto de alcançar a mais baixa taxa de ocupação de leitos de UTI registrada pela Fundação Seade, de 30,9% em 8 de novembro do ano passado, quando o índice começou a ser disponibilizado.

O Seade ainda registra 24,6% de ocupação de leitos de enfermaria na região, a menor marca desde que o indicador começou a ser analisado, em novembro do ano passado.

A queda do indicador confirma o impacto positivo da vacinação no Vale, que alcançou 60% da população vacinada com a primeira dose e 23% com a segunda ou a dose única das vacinas contra a Covid-19.

Para o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, a população não pode deixar de tomar a vacina.

“Temos 5% de pessoas que estão atrasadas com a segunda dose. Se isso continuar até o final, nós vamos ter 95% da população vacinada normalmente. O que já é um número muito bom. É considerada uma cobertura ótima quando está acima dos 95%”.

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