Política

Acuado e com popularidade em queda, Bolsonaro vai para o tudo ou nada ao atacar sistema eleitoral

Por Da Redação |
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Bolsonaro
Bolsonaro

A tensão envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teve um aumento nesta última semana, inclusive com o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, incluindo Bolsonaro no inquérito das Fake News.

Acuado, com popularidade em queda e vendo real possibilidade de não se reeleger no ano que vem, como mostram as pesquisas de opinião pública mais recente, ele aposta todas as fichas para atacar o cenário eleitoral e se preparar para eventual derrota colocando em xeque a legitimidade das eleições e democracia.

Um tática ‘kamikaze’, onde Bolsonaro vai o tudo ou nada de olho neste último ano antes do pleito de 2022. Assim, o presidente vai para os últimos ‘suspiros’ em busca da sobrevivência política em um cenário cada vez mais adverso.

E, em meio a tudo isso, Bolsonaro ainda teve mais um duro golpe durante a semana, pois na última quinta-feira, a comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso no Brasil, rejeitou o parecer favorável ao tema apresentado pelo relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR). Assim, por 23 votos a 11, a PEC foi rejeitada pelos parlamentares.

No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a PEC ainda poderá ser discutida em plenário e ir para votação futuramente.

Aliás, Bolsonaro vem dizendo desde o início do seu mandato, sem provas, que as eleições de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) foi reeleita, teriam sido fraudadas. Além disso, disse ainda que, em 2018, ele teria sido eleito ainda no primeiro turno se não fossem as falhas nas urnas.

ATAQUES.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer até mesmo que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, estaria interferindo no processo eleitoral e que teria interesse na eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

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