A vacinação contra a Covid-19 ajudou a evitar cerca de 2.000 mortes em decorrência da pandemia no Vale do Paraíba neste ano. É quase toda a população de Arapeí.
São mortes evitadas com o avanço da vacinação em toda a região, que alcançou na quinta-feira (5) um total de 2,12 milhões de doses aplicadas em moradores do Vale.
Ao lado dos cuidados sanitários, como distanciamento, uso de máscara e higienização, a vacina é considerada pelos especialistas a melhor forma de evitar formas graves e mortes pela pandemia.
"O controle da doença só virá quando atingirmos uma vacinação em massa, e estamos indo nessa direção em São Paulo", diz Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan.
No Vale, 60% da população recebeu ao menos uma dose da doença, o que representa 1,54 milhão de pessoas. A segunda dose ou dose única foi aplicada em 23% dos moradores, 580,9 mil pessoas. É apenas nesse estágio que o esquema vacinal se completa e a pessoa está mais protegida contra a doença.
Mesmo sem atingir patamares mais elevados de vacinação, para controlar a pandemia, a região começa a verificar os impactos positivos da cobertura vacinal.
Levantamento de OVALE com base nos dados oficiais das prefeituras mostra que a região evitou cerca de 2.000 mortes por Covid-19 desde o início da vacinação, que começou em 20 de janeiro, em São José dos Campos.
Em 21 de janeiro, o Vale registrou 40,7% de aumento no número de casos confirmados da doença em 30 dias. Desde então, esse percentual foi caindo até chegar a 5% no começo de agosto, justamente por causa da vacinação.
As mortes tiveram um pico de crescimento percentual em 15 de abril, com 30%. O indicador caiu e também chegou a 5% na primeira semana de agosto.
Se não houvesse a vacinação e considerando um aumento percentual médio, o Vale poderia chegar a agosto com 85 mil contaminados e 2.000 mortes a mais do que tem hoje.
Comparando 5 de agosto a 21 de janeiro, os casos subiram 197% e, sem a vacina, o aumento poderia ter sido de quase 300%. Quanto às mortes, na comparação com 15 de abril, a subida foi de 73%, mas poderia ter chegado a 330%.
A vacinação ainda reduziu o número de internados, poupando mais de 20 mil pessoas de terem formas graves da doença.