Setembro Amarelo

Ambulatório oferece apoio psicológico para crianças e adolescentes em Caraguatatuba

Por Patrick C. Santos |
| Tempo de leitura: 2 min
Entrada do ambulatório infanto-juvenil
Entrada do ambulatório infanto-juvenil

O Ambulatório de Saúde Mental de Caraguatatuba, localizado no bairro Jardim Primavera, tem direcionado seus atendimentos psiquiátricos e psicológicos exclusivamente para crianças e adolescentes até os 17 anos desde abril de 2019. No ano em questão, foram notificados 174 casos de ideações suicidas entre esses jovens, um número muito assustador -- principalmente quando comparado com 2018, 48 ocorrências.

Segundo o Ambulatório, o grupo mais suscetível foi registrado como jovens do sexo feminino menores de idade, marcando maior parte das notificações dos anos citados. Entre julho de 2018 e de 2021, 219 meninas precisaram de atendimento especializado, no mesmo período, o atendimento também foi destinado para 101 meninos.

A cada mês, a unidade alega realizar, em média, cerca de 180 atendimentos psiquiátricos e 120 psicológicos. Atualmente, devido a pandemia de Covid-19, os atendimentos são realizados estritamente de forma remota.

OVALE também fez uma matéria sobre a celebração do 'Setembro Amarelo' em Caraguatatuba, você pode ver a matéria completa clicando aqui.

SEPARAÇÃO.
Antes do Ambulatório passar a atender apenas crianças e adolescentes, toda a unidade de saúde de Caraguá era unificada. Hoje em dia, adultos são atendidos no CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial), no bairro Sumaré. De acordo com a prefeitura, a segmentação das faixas etárias ajudou muito na qualidade do atendimento, facilitando ações como o 'Setembro Amarelo'.

AÇÕES.
O ambulatório realiza palestras com foco na prevenção ao suicídio em escolas, oferece ajuda à criança e ao adolescente para que ele identifique a ideação e mostra que ele está seguro para se expor e contar quais são as suas mágoas.

AJUDA.
Entre os sintomas mais frequentes da ideação suicida estão: angústia, mudança de hábitos alimentares (perda de apetite, por exemplo), alteração no sono, isolamento social, irritação e automutilação.

"Às vezes, o meu amigo não busca ajuda, mas eu posso buscar ajuda por ele; isso é empatia", ressalta a enfermeira Érica Perroni, coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental de Caraguatatuba.

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