Economia

Após pedido de casamento, PM gay diz sofrer ameaças

Por Julia Carvalho@carvalho8123 |
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O policial militar Leandro Prior, de 28 anos, que pediu o namorado em casamento, afirma ter sofrido ameaças e injúrias por se declarar militar e gay. O soldado, que é de Caraguatatuba, realizou o pedido no último dia 23, dia da realização da Parada do Orgulho LGBTI , em São Paulo,

"Vou te caçar e vou te ensinar a virar homem na porrada". Essa mensagem de tom homofóbico contra Prior teria sido escrita e enviada pelas redes sociais por um colega de farda, um sargento aposentado da Polícia Militar.

A Corregedoria da Polícia Militar está apurando as ameaças feitas à Prior nas redes sociais. Um dos autores já teria sido identificado e será chamado para depor. O advogado de Prior, Antônio Alexandre Dantas de Souza, solicitou à polícia civil que também investigue o caso por meio das mensagens divulgadas nas redes sociais.

"O ambiente militar sempre foi machista e predominante masculino. O fato de ter um militar dentro do estado de São Paulo atuante na causa gay gerou uma comoção para ambos os lados", disse Dantas Souza.

Prior afirmou ter recebido muitas ameaças homofóbicas, após pedir o namorado em casamento, no dia da Parada do Orgulho LGBTI em São Paulo. As mensagens pedem para ele deixar a corporação e ameaçam o soldado de espancamento por desonrar a PM.

"Quanto às ameaças e injúrias recebidas, seja por membros da instituição ou não, todas elas já estão encaminhadas e sendo rigorosamente acompanhadas. Para os que destilam todo o seu ódio com seus discursos "moralistas" na internet, contando com a boa e velha impunidade à brasileira, aguardem o que está por vir, pois a Justiça virá - cada uma das ameaças e injúrias foram encaminhadas aos órgãos competentes e todas estão de perto sendo acompanhadas com muito zelo", comentou Prior, em uma carta aberta à comunidade LGBTI .

PEDIDO NEGADO.

A PM havia negado a autorização para Leandro pedir seu namorado em casamento utilizando a farda oficial da corporação. O pedido foi encaminhado no dia 14 de junho. O soldado estaria de folga no momento do pedido.

"O uso da farda na Polícia Militar é regulamentado por normas internas da instituição, as quais não preveem o uso do fardamento por policial militar em folga durante manifestações. Por este motivo, o pedido do soldado foi indeferido. Da mesma forma, há 5 anos, foi indeferido o pedido do grupo "PMs de Cristo", que queria utilizar o uniforme durante a Marcha para Jesus", informou, em nota, a SSP..

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