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Experiências a bordo de um carro automático

Por Paula Maria Prado |
| Tempo de leitura: 3 min
Direção. Carro automático não 'morre'!
Direção. Carro automático não 'morre'!

“Mulher atropela mãe e filha após confundir pedal em carro automático”; “Idoso atropela e mata mulher ao se atrapalhar com carro automático”. Notícias revistas, receios à flor da pele, aceitei o convite da Volkswagen de passar um final de semana com um TCross, primeiro SUV produzido pela marca no Brasil.

Para muitos, mais um carro. Para mim, a primeira oportunidade de dirigir um carro SUV, com câmbio automático e que custa mais de R$ 90 mil. Aliás, precisamente R$ 94.490 (T-Cross 200 TSI Automático, a versão intermediária do automotivo).

Na garagem do prédio, pedi licença para o meu “possante velho de guerra”, entrei no carrão e... fiquei impressionada com o tamanho dele. A titulo de curiosidade, SUV (Sport Utility Vehicle) é como são chamados os utilitários esportivos. São carros altos, potentes e robustos, mas, diferente das antigas caminhonetes, mais confortáveis.

Com a “caipirice” e curiosidade que me cabe, fucei no carro até dizer chega. Onde eu estava que não conhecia essas tecnologias automotivas? Me senti na idade da pedra! Mexi nos botões, emparelhei o celular via bluetooth - descobri que conseguia ouvir música direto do serviço de som que assinamos em casa -, fiquei impressionada até com a forma que se regula os espelhinhos do lado de fora (é como um joystick na porta do carro).

Olhei o câmbio e... Bom, antes de virar a chave na ignição, pedi ajuda do marido. Prudencia é meu segundo nome. Fomos onde “nove a cada 10 joseenses” vão quando aprendem a dirigir: as ruas mais afastadas da região oeste. E enfim peguei o volante. Pé no freio. Liga o carro. D de Drive. Baixa o freio de mão. “Solta o freio”. “Calma, tenho que achar o ponto certo senão o carro vai ‘morrer’”. CARRO AUTOMÁTICO NÃO “MORRE”! Passada...

PASSEIO.

Carro silencioso, responde bem aos comandos. No trânsito tranquilo de domingo, o carro recebeu longos olhares e algumas viradas de pescoço. “Eu devia estar de batom vermelho e rímel!”, ri sozinha. Meu pé esquerdo (claro!) pisou na embreagem ilusória inúmeras vezes e eu quase troquei a marcha em alguns momentos. Faz parte.

No caminho para casa, encontrei minha irmã e meu cunhado. Ele, mecânico, abriu o capô: queria ver o motor. Comentou sobre válvulas, cavalos e mais um punhado de especificações técnicas... “Carro bacana!”, resumiu.

Cheguei na garagem de casa, estacionei (a SUV tem o chamado auto parking, com sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e câmera de ré). Olha para a direita e lá estava meu carrinho murchinho, triste... Desci do T-Cross e fui até ele. Lembrei dos dez anos que estamos juntos e dei um beijinho na lataria gasta. Quem tem um xodó de quatro rodas vai me entender.

EXTRA.

Se carro automático é uma novidade para você como era para mim, recomendo a experiência. Principalmente se você tiver a capacidade de aprender uma nova forma de dirigir e, melhor: souber rir de si mesmo! “Amarre” a perna esquerda na porta e deixe os medos para lá. Vale a pena!.

*O veículo usado para a reportagem foi cedido pela Volkswagen

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