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Qual caminho seguir depois da graduação?

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de formado, como saber qual o melhor caminho a seguir? Eis a pergunta de "um milhão de dólares" que atormenta quase todos os estudantes no último ano da graduação.

No Brasil, as pós-graduações são divididas em quatro modalidades: especializações e MBAs, voltadas para temas do mercado de trabalho - também conhecidas como lato sensu -; e mestrado e doutorado, stricto sensu, voltados para pesquisas e temas acadêmicos.

Ainda que o estudante saia do mercado com um conhecimento na área de formação, dentro das diversas carreiras há nichos de atuação que podem ser melhor aproveitados com as ferramentas adequadas.

Em suma, entender de onde veio e saber para onde vai são as premissas de toda carreira profissional de sucesso.

"A primeira coisa a saber é, dentro da área em que ele se formou, onde ele quer atuar. Após definido isso, é hora de encontrar 'gaps' (lacuna) nesse conhecimento e buscar cursos que supra essa deficiência", afirmou Paulo Lemos, diretor de educação executiva da FGV São Paulo.

Se uma pessoa se formou, por exemplo, em economia e pretende seguir carreira no mercado financeiro, vale estudar mais sobre finanças; já se prefere atuar na área de gestão empresarial, vale planejar uma pós-graduação voltada para a Administração de Empresa.

Mas e se a vida lhe levar para rumos profissionais não esperados? "É comum isso acontecer. E cabe avaliação se vale apostar na oportunidade atual e refazer seu caminho na carreira ou não", disse o professo. "Não há receita de bolo. Eu sempre indico que a cada quatro ou cinco anos, um profissional deve reavaliar seu percurso para determinar novos passos. Cada pessoa tem de fazer o seu planejamento de vida", continuou.

A premissa é "quanto mais capacitado, melhor". Ou seja, se esse profissional busca uma graduação, o ideal é que ele continue buscando conhecimento na sua área de atuação. E pode ser uma pós, cursos presenciais ou on-line, de curta ou longa duração, um segundo ou terceiro idioma.

Diploma é necessário?

Será que é preciso encarar a sala de aula para adquirir um conhecimento que seja válido para o mercado de trabalho?

Para Lemos, as pessoas podiam, sim, ler mais. Mas ao fazer um curso, o futuro aluno passa a ter um norte nos estudos.

"O professor é como o curador de um conhecimento em determinada área. Ele indicará uma série de leituras mais precisas em relação aos assuntos abordados", afirmou. "Há, claro, autodidatas. Mas, quando não há um professor, é preciso investir mais tempo para chegar aos livros adequados para então atingir aquele conhecimento".

Vale lembrar que é preciso que o aluno se preocupe onde fará o curso. A escola por trás dele tem de ter reconhecida qualidade.

Segundo a agência Catho, se leituras e cursos extras são agregadores na formação pessoal e intelectual, a qualificação ainda possui grande relevância para o mercado profissional.

"A relação entre qualificação e melhores salários certamente é uma dos fatores que mais impactam na busca por uma formação profissional", afirmou Fernando Gaiofatto, gerente de Catho Educação.

Segundo dados da 57º Pesquisa Salarial feita pela agência, o curso superior proporciona aumento salarial de 38% em cargos como coordenador ou supervisor. Em cargos de profissionais técnicos, esse aumento representa 12%, enquanto assistentes, auxiliares e operacionais recebem 25% de aumento no salário.

Os cursos de pós-graduação e MBA também foram identificadas como objetivo de qualificação para esse ano. Ainda segundo a pesquisa, 9% dos pesquisados tem interesse pela formação.

Dentre os cursos mais buscados estão: MBA em secretariado executivo, o MBA em gestão de infraestrutura e facilities, direito aeronáutico, ensino de gastronomia e tomografia computadorizada e ressonância magnética..

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