Política

Câmara de São José debate ampliação da proibição de plástico

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
| Tempo de leitura: 2 min
Tramitação. Texto já recebeu parecer favorável de três comissões
Tramitação. Texto já recebeu parecer favorável de três comissões

Na reta final do prazo para adequação da lei que proíbe os canudos plásticos em hotéis, restaurantes, lanchonetes e bares de São José dos Campos, a Câmara irá debater a ampliação da restrição a outros itens produzidos com o mesmo material, como copos, pratos, talhares e agitadores para bebidas.

O projeto, apresentado pela vereadora Dulce Rita (PSDB) no fim de maio, já recebeu pareceres favoráveis das comissões de Justiça, de Economia e de Meio Ambiente, e poderá ser votado após o recesso parlamentar.

O texto sugere a substituição dos itens de plástico por produtos reutilizáveis ou biodegradáveis, e estabelece multa de R$ 500 em caso de desrespeito à norma. A proposta, caso aprovada, também prevê prazo de nove meses para adequação dos estabelecimentos comerciais.

Na justificativa do projeto, a autora alegou que a medida visa "reduzir o impacto da eliminação de plásticos no meio ambiente". "Os produtos descartáveis são aqueles que levam cinco segundos para serem produzidos, são utilizados geralmente por cinco minutos e demoram 500 anos para se degradar", afirmou Dulce.

RESTRIÇÕES.

No fim do ano passado, o Legislativo aprovou um projeto do vereador Rogério Cyborg (PV) que proíbe o fornecimento de canudos plásticos em hotéis, restaurantes, lanchonetes e também em bares do município.

Sancionada pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB) em janeiro, a lei também prevê multa de R$ 500 para comércios que desrespeitarem a norma, mas estabeleceu prazo de nove meses para adequação. Esse prazo termina em setembro.

Para o presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de São José dos Campos, Antonio Ferreira Júnior, a possível ampliação da lei vai prejudicar os empresários do setor.

"Da maneira como foi colocado no projeto, eu não concordo. Eu, como empresário, também tenho muita preocupação ambiental, com o impacto do plástico na natureza. Mas o projeto fica restrito a restaurantes, bares, similares", disse. "Eu concordaria se fosse uma proibição total, que atingisse feiras livres, festas, todo tipo de evento, como a festa de 1º de maio, e não apenas nossa categoria. Dessa forma, parece que nós somos os causadores dos males. Teria que proibir também sacolas plásticas, garrafas pet, por exemplo", acrescentou. "Isso encarece custos e até inviabiliza eventos, e o empresário tem que repassar isso para os clientes. Causa uma série de problemas"..

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