A crise econômica provocou no Vale do Paraíba o equivalente ao fechamento de mais de cinco unidades da GM (General Motors) em São José dos Campos, que emprega hoje aproximadamente 4.500 trabalhadores.
Comparando o nível de emprego nas indústrias da região em janeiro de 2014 e em junho deste ano, o saldo chegou a 25 mil postos de trabalho fechados no período.
Os empregos industriais com carteira assinada caíram de 123 mil para 98 mil, de acordo com dados do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
O resultado representa um índice de 20,2% de redução nas vagas oferecidas pelas indústrias da região em cinco anos e seis meses. Nesse período, em média, o setor fez 12,5 demissões por dia.
Os níveis de emprego de junho e maio deste ano, respectivamente 98,5 mil e 98,1 mil, são os mais baixos registrados no Vale desde janeiro de 2014.
Desde então, a indústria da região entrou em uma trajetória de cortar vagas, em razão de queda na produção, consequente da retração econômica ocorrida no país.
QUEDA.
Em dezembro de 2014, o nível do emprego industrial do Vale era de 119,1 mil, queda de 3,48%. No mesmo mês do ano seguinte, o saldo caiu 13,6%, para 106,5 mil empregos.
E não parou mais: 100,6 mil no final de 2016 (-18,4%), 99 mil em dezembro de 2017 (-19,78%) e 98,9 mil no final do ano passado (-19,8%). "A única forma de recuperar o emprego industrial é a economia voltar a crescer, com investimentos. Mas eles só virão quando houver estabilidade no país e aprovação das reformas", disse o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté)..