Economia

Exportações do Vale crescem para EUA e Europa, enquanto China sofre queda

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Redução. As exportações na RMVale caíram durante a pandemia
Redução. As exportações na RMVale caíram durante a pandemia

As exportações da RMVale para a América do Norte cresceram 50% durante o primeiro semestre deste ano na comparação com igual período no ano passado, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia.

O volume vendido pelas empresas da região aos norte-americanos, principalmente para os Estados Unidos, passou de US$ 1,17 bilhão para US$ 1,75 bilhão, diferença de US$ 581,1 milhões.

Os Estados Unidos são tratados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) como o principal parceiro comercial do Brasil.

Na contramão, a região da Ásia comprou 21% a menos de produtos feitos na RMVale neste primeiro semestre.

Com liderança da gigante China, o comércio com os asiáticos fechou o balanço dos seis meses em US$ 1,36 bilhão, abaixo do resultado do primeiro semestre de 2018, de US$ 1,71 bilhão --US$ 352,8 milhões a menos de importação.

Com isso, a Ásia perdeu para a América do Sul o segundo lugar no ranking das regiões do mundo que mais compram produtos feitos no Vale do Paraíba.

Os países sul-americanos importaram US$ 1,38 bilhão das empresas da região neste ano, praticamente o mesmo valor em igual período do ano passado.

Quarta região do mundo que mais importa produtos do Vale, a União Europeia aumentou em 10% os negócios com a região no primeiro semestre de 2019, passando de US$ 686,7 milhões para US$ 757,3 milhões, um aumento de US$ 70,5 milhões.

A RMVale exportou US$ 5,50 bilhões e importou US$ 2,97 bilhões de janeiro a junho deste ano, no geral, fechando o período com superávit de US$ 2,527 bilhões na balança.

Na era Bolsonaro, EUA sobem e China cai na exportação do Vale do Paraíba

O crescimento dos Estados Unidos na balança comercial da RMVale neste ano anula 12 meses de queda nas importações americanas em 2018, na comparação com o período anterior. Na contramão, a China perdeu espaço comercial desde o início do governo do presidente Bolsonaro. Maiores compradores de produtos do Vale durante todo o ano passado, os chineses vêm reduzindo a importação do Vale desde o início do ano, com queda de até 40%. A alta consecutiva das exportações do Vale para os EUA é explicada por dois produtos principais: petróleo bruto e aviões.

Ilhabela, São Sebastião e São José lideram alta nas vendas para norte-americanos

O aumento das exportações do Vale do Paraíba para a América do Norte se ancora em três cidades e dois tipos de produto: petróleo bruto e aviões, respectivamente exportados por Ilhabela e São Sebastião (óleo) e São José dos Campos (avião).

A compra de petróleo pelos norte-americanos saltou 1.037% no primeiro semestre deste ano comparado ao resultado do ano passado. O volume exportado por Ilhabela e São Sebastião passou de US$ 41,9 milhões para US$ 477,4 milhões.

Do total, US$ 268,7 milhões foram vendidos por Ilhabela e US$ 208,7 milhões, por São Sebastião. Com São José, o aumento nas exportações para a América do Norte foi de 15,96%, passando de US$ 876,3 milhões para US$ 1,016 bilhão.

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