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Paris comemora a chegada do seu novo rei: o craque Lionel Messi

Por Gazetapress |
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Chegada de Messi ao Paris Saint-Germain
Chegada de Messi ao Paris Saint-Germain

Messi já está em Paris e é jogador do PSG: o astro argentino desembarcou na tarde desta terça-feira (10) na capital francesa, onde centenas de torcedores prepararam na saída do aeroporto uma recepção digna de um rei para o novo ídolo, que deverá levar o clube a uma nova dimensão esportiva e econômica.

O craque assinou contrato até 2023, com um ano extra opcional. O anúncio oficial de sua chegada, já à noite na capital francesa, fechou com chave de ouro um dia histórico para o clube francês.

Ao chegar ao aeroporto de Le Bourget, o jogador, vestindo uma camiseta com a frase 'Ici, c'est Paris' (Aqui é Paris), cumprimentou da janela os torcedores que o aplaudiam.

Nesse momento, o PSG publicou em suas redes sociais um vídeo curto de 13 segundos cheio de referências à carreira do atacante, como suas seis Bolas de Ouro e a bandeira da Argentina, posicionada entre as camisas de Neymar e de Kylian Mbappé. O detalhe não é trivial, pois o francês está em negociações para prolongar seu contrato.

Messi passou por exame médico no Hospital Americano de Neuilly, onde se apresentou à tarde.

Ele será apresentado à imprensa nesta quarta-feira às 11h locais (06h de Brasília) no estádio Parque dos Príncipes para protagonizar o que semanas antes era inimaginável.

O PSG adiantou ao fim do dia que seu novo contratado usará a camisa de número 30, o mesmo de seus primeiros passos como profissional no Barça, entre 2004 e 2006.

"Vai ser difícil vê-lo com outra camisa que não seja do Barça, mas às vezes estas coisas acontecem", admitiu em entrevista à AFP seu ex-colega de equipe, Andrés Iniesta.

"Foi tudo. É um jogador que transcende. Nunca vi um jogador como ele. Nunca vi e não acho que chegue a ver. Fazer o que faz e por tanto tempo...", acrescentou seu ex-colega.

Quando o clã argentino estava prestes a decolar em Barcelona, o retrato gigante do astro foi retirado das paredes de Camp Nou, o estádio onde o "Pulga" escreveu sua lenda, desde que chegou ali, aos 13 anos.

Tapete vermelho
Enquanto isso, no Parque dos Príncipes vários operários faziam limpeza e instalavam um tapete vermelho na entrada VIP do estádio.

"Isso só acontece uma vez na vida. É uma das maiores transferências da história", diz Johlan Slama, um estudante que foi com um amigo ao estádio parisiense.

A "Messimania" tomou conta de Paris desde que o jogador admitiu, no domingo, que uma assinatura pelo PSG era uma "possibilidade".

A imprensa francesa fala de um acordo entre as duas partes em torno de um contrato de pelo menos dois anos, com salário anual líquido de 40 milhões de euros (US$ 47 milhões).

"De novo juntos", escreveu no Instagram Neymar, que jogou ao lado de Messi no Barça entre 2013 e 2017.

No Barça, os dois jogadores formaram, juntamente com o uruguaio Luis Suárez, um dos melhores ataques da história do futebol. Nesta temporada, estarão juntos também em um trio terrível, isto se o francês Kylian Mbappé, outro craque planetário, renovar com o PSG.

Amigos em Paris
Messi preferiu dedicar o domingo ao Barça no que poderia ser seu último fim de semana como jogador sem contrato.

Na entrada do Camp Nou, onde virou uma lenda, Messi, aos prantos, clamou seu amor pelo clube catalão aonde chegou ainda menino.

"Nunca imaginei minha despedida porque a verdade é que não pensava nisso", admitiu, revelando que estava disposto a diminuir seu salário pela metade para poder ficar.

Mas o Barça abriu mão de estender seu oneroso contrato, que expirou em junho, em função do elevado risco que representaria para seus cofres.

O PSG não podia deixar escapar a oportunidade, diante da busca perpétua de superastros em que estão mergulhados seus ricos proprietários (QSI).

A solidez financeira da QSI e o relaxamento das regras de fair play da UEFA tornaram possível uma operação que ninguém imaginava no início do verão.

Em Paris, Messi encontrará jogadores de quem é próximo, a começar por Neymar, mas também Angel Di Maria, com quem acaba de vencer a Copa América.

O objetivo: vencer a Liga dos Campeões, missão suprema da QSI, que espera erguer este troféu quatro vezes conquistado por Messi.

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