A venda de aviões impulsionou o aumento das exportações da RMVale em 2021, no período de janeiro a julho. No ano passado, as aeronaves registraram queda de 56% nas vendas ao exterior na comparação com 2019.
Trata-se do produto que mais cresceu nas vendas neste ano, segundo dados do Ministério da Economia, com 60% de alta na comparação com a exportação de 2020, em igual período: US$ 853,5 milhões a US$ 532,1 milhões.
Isso impulsionou a balança comercial do Vale, que registrou em julho o terceiro mês consecutivo de aumento nas vendas: US$ 644,7 milhões contra US$ 531,6 milhões, um salto de 21%.
No acumulado do ano, a região exportou US$ 5,17 bilhões em 2021 contra US$ 4,41 bilhões no ano passado, alta de 17%.
Com o impulso das aeronaves, os cinco produtos com maior percentual de crescimento entre os 10 mais exportados pela RMVale ampliaram a participação no total da balança comercial de 75% no ano passado para 80% neste ano.
Reatores, caldeiras e máquina vieram logo após os aviões, com alta de 27%, seguido de produtos químicos (25%), petróleo e derivados (16,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,5%).
Esse grupo de ‘top 5’ acumulou US$ 4,12 bilhões em exportações neste ano contra US$ 3,31 bilhões no ano passado, 24% de crescimento.
Já cinco produtos tiveram queda nas vendas em 2021 ante 2020, o ferro e aço retrocedeu 32%, os automóveis caíram 15,6%, as pastas de madeira recuaram 11%, alumínio perdeu 2,7% e os produtos farmacêuticos caíram 0,6%.
Esse grupo exportou US$ 762,9 milhões neste ano contra US$ 892,9 milhões no ano passado, queda de 14,5%. Também perdeu participação no total da balança, de 30% para 20,6%.
Os números importam em razão de a cesta dos 10 produtos mais exportados pela região representar 94% do total das exportações do Vale de janeiro a julho de 2021. No ano passado, eles foram 95% da totalidade das vendas.