Brasil

Segundo Bolsonaro, país tem 'indústria de demarcação'

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Acessibilidade. Calçada com piso intertravado em Taubaté
Acessibilidade. Calçada com piso intertravado em Taubaté

O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde de hoje o decreto que institui o Conselho Nacional da Amazônia Legal, que ficará sob responsabilidade da vice-presidência da República.

Na cerimônia, que contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão e ministros, Bolsonaro disse que o Brasil deflagrou "uma indústria de demarcações" e que as atuais reservas de terras são "abusivas".

"Essa nossa preocupação [do governo com os índios] fez com que fosse deflagrada uma indústria de demarcações de terras indígenas", criticou. "Deixo bem claro que ninguém aqui é contra dar a devida proteção e terras aos nossos irmãos índios, mas da forma que foi feito é um tanto abusivo. No Mato Grosso, estrada tem que fazer zigue-zague porque não pode passar no meio".

Bolsonaro reforçou que é interesse de seu governo preservar a Amazônia, mas "não que seus bens fiquem lá escondidos para sempre". Ele espera que Mourão e a equipe da vice-presidência, agora à frente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, apresentem propostas que reforcem a soberania da região e que otimizem seus recursos naturais.

"Queremos que a Amazônia seja brasileira", pediu. E criticou a cobertura da imprensa sobre a região: "Somente apresentando políticas que reforcem sua soberania vamos reverter o que a mídia nacional e internacional fez contra esse pedaço de terra".

O presidente lembrou que em seu primeiro mandato como deputado, na década de 90, atuou contra a demarcação de uma área da Amazônia "equivalente a duas vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro", segundo ele com "cerca de 9 mil índios", na Comissão de Defesa Nacional da Câmara.

"Aquele era o pedaço de terra mais rico do mundo. Tirando os gases, em baixo da terra uma tabela periódica completa, até coisas que desconhecíamos naquela época", disse.

Bolsonaro concluiu o discurso, que levou menos de dez minutos, desejando boa sorte a Mourão e dizendo que o vice-presidente tem competência "mais do que suficiente" para que o Conselho atinja interesses "de todos nós"..

Comentários

Comentários