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Bolsonaro volta atrás e orienta ministros a não apoiarem atos

Por Das agências@jornalovale |
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Recuo. O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás após apoiar ato contra o Congresso dia 15 de março
Recuo. O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás após apoiar ato contra o Congresso dia 15 de março

O presidente Jair Bolsonaro orientou seus ministros para que eles não apoiem a manifestação em sua defesa marcada para o dia 15 de março. A orientação foi dada nesta quarta-feira em conversa com aliados depois da repercussão negativa e das críticas que o presidente recebeu depois que ele divulgou pelo WhatsApp dois vídeos que apoiam a manifestação.

Além de defender Bolsonaro, os vídeos convocam apoiadores e irem às ruas contra o Congresso Nacional. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro não considera a divulgação dos vídeos como algo grave e diz que está havendo um exagero na repercussão.

Ao pedir que a equipe ministerial não manifeste endosso ao protesto, o presidente também fez o pedido que eles não compareçam. O objetivo seria evitar um desgaste maior do Planalto com o Legislativo e o Judiciário.

Para acalmar mais os ânimos, auxiliares do presidente também o orientaram para que ele entre com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, para dar explicações sobre o ocorrido.

O ato do dia 15 de março está sendo convocado por movimentos de direita em defesa do governo e contra o Congresso Nacional.

REAÇÃO.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu nesta quarta ao compartilhamento de vídeos pelo presidente no WhatsApp. Maia estava sendo cobrado por parlamentares a se posicionar sobre o assunto. Sem mencionar diretamente o Presidente da República, o presidente da Câmara defendeu a união pelo diálogo e reafirmou o respeito às instituições democráticas.

Rodrigo Maia está na Espanha, onde cumpre agendas oficiais. Lideranças do Congresso tentam conversar com ele e solicitam reuniões para debaterem medidas possíveis em relação à atitude de Bolsonaro. Ainda não há confirmação de encontros e Maia retorna ao Brasil apenas na segunda-feira, dia 2.

Ainda nesta quarta, um dos generais fardados cuja foto foi usada para convocar a manifestação contra o Congresso, o deputado federal Roberto Peternelli (PSL-SP) desautorizou o uso da imagem. "Creio que o objetivo fosse dar um cunho do Exército, e não dos generais individualmente. Mas as Forças Armadas pertencem ao Estado e não são partidárias. Ninguém me pediu para usar minha imagem. 'Fora Maia e Alcolumbre' é impróprio como o 'fora Bolsonaro'", disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo..

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