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Dólar sobe a R$ 5,28, com petróleo abaixo de US$ 12 nos EUA, menor patamar em 21 anos

Por Agência O Globo |
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As fortes quedas no petróleo no mercado internacional, junto com um cenário doméstico mais conflituoso, fazem com que o dólar comercial opere com valorização na primeira sessão desta semana. Às 10h15, a moeda americana era negociada com alta de 0,87%, valendo R$ 5,283. No mercado acionário, o Ibovespa (índice de referência da Bolsa de SP) cai 2,41%, aos 77.086 pontos.

Nesta segunda, a cotação petróleo WTI (referência nos EUA) despenca. O barril é negociado com perdas de 37,06%, a US$ 11,50, a menor cotação dos últimos 21 anos. O Brent (referência na Europa) cai 5,77%, a US$ 26,26.

De acordo com a Agência de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), os estoques de petróleo bruto em Cushing (no estado americano de Oklahoma) aumentaram 48% desde o fim de fevereiro. O consumo global de petróleo foi reduzido por conta da pandemia da covid-19. Com as economias paradas, não há espaço para a compra de matéria-prima.

- As reservas estão ficando saturadas. Além disso, os contratos futuros para maio vencem hoje, o que contribui para este cenário de quedas do petróleo - avalia Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset.

Além de um cenário externo menos favorável, a agenda doméstica também influencia negativamente no comportamento dos mercados nesta segunda.

No último fim de semana, aconteceram alguns atritos políticos entre os poderes, o que reflete no mercado neste pregão.

- A questão interna volta a pressionar os mercados, com os investidores avaliando o acirramento da crise política. O Executivo está fora de sintonia com os outros poderes. O governo está mostrando que está sem direção única, e isso gera pressão em câmbio e Bolsa. Podemos testar novas máximas para dólar, se a dinâmica do mercado continuar como está - indica Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

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