Brasil

Em coletiva, Mandetta nega que tenha forçado demissão

Por Das agências |
| Tempo de leitura: 2 min
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve presente para a entrevista coletiva do Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira, para discutir a situação do coronavírus no Brasil. Ontem, o ministro foi ausência na bancada mesmo após ter sido anunciado como participante pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

Mandetta disse que suas declarações recentes — principalmente após entrevista à Globo em que afirmou esperar "uma fala unificada e o fim da dubiedade" entre suas orientações e as do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — não foram tentativas de forçar um pedido de demissão como titular da pasta.

"Não, não vejo nesse sentido. Acho que é mais uma questão relacionada à comunicação, como vamos nos comunicar. Nada além disso, é trabalho mesmo que estamos focados", disse Mandetta.

"A gente sabe bem o tamanho da nossa responsabilidade e vai trabalhar. Toda a equipe está trabalhando com toda a garra", completou o ministro da Saúde.

Embora o médico já tenha informado que nem sempre estaria presente nas entrevistas coletivas, seu desfalque de segunda-feira ocorreu um dia após a entrevista para a Globo a respeito das medidas de combate à expansão da pandemia do coronavírus.

REPERCUSSÃO.

Em entrevista concedida ao programa Fantástico no domingo, Mandetta afirmou que espera um alinhamento entre o ministério o e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Isso leva para o brasileiro uma dubiedade, ele não sabe se ele escuta o ministro da saúde ou se escuta o presidente da República", afirmou.

Em tom mais comedido que no início da pandemia, o titular da pasta também voltou a defender que a população brasileira permaneça em casa, posição contrária à defendida pelo presidente. Ainda assim, afirmou que o governo federal precisa passar uma "fala única" à população.

Na manhã de segunda, Bolsonaro afirmou que "não assiste à TV Globo" para evitar comentar a entrevista do ministro ao "Fantástico". O presidente tem uma relação conflituosa com a emissora e com a imprensa em geral, a quem acusa de perseguição. Constantemente, ataca empresas e profissionais de comunicação.

Comentários

Comentários