Brasil

Bolsonaro, novamente, distorce fala do diretor-geral da OMS sobre isolamento social

Por Das agências |
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O presidente da República, Jair Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro

Na manhã deste domingo, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a distorcer uma fala do diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, para criticar o isolamento social, medida preventiva fundamental ao combate à pandemia do coronavírus em todo o mundo.

Em sua página no Facebook, Bolsonaro anexou um vídeo no qual Ghebreyesus reflete sobre efeitos negativos da quarentena na economia, em especial para os países mais pobres. No entanto, em momento algum o dirigente minimiza a necessidade de isolamento ou recomenda a volta à normalidade.

O vídeo é acompanhado de uma tradução descontextualizada de um dos trechos da fala de Ghebreyesus. "Elas [medidas restritivas] não devem ser usadas às custas dos direitos humanos."

As declarações do diretor-geral da OMS ocorreram no início da semana, quando a entidade anunciou seis recomendações para os países que querem flexibilizar ou adotar a quarentena. Trata-se, na verdade, de uma estratégia para evitar que as nações façam uma transição radical, isto é, encerrem o isolamento de um dia para o outro.

"As mortes levam mais tempo para cair. Mas, em alguns países, a transmissão parece estar em queda. O distanciamento físico está tirando a pressão fora da epidemia. Mas agora é hora de vigilância e o caso não está terminado", explicou Michael Ryan, diretor de operações da OMS.

Na visão de Ghebreyesus, a decisão de um país de sair da quarentena ou colocá-la precisa ser tomada com base na proteção de saúde humana e guiada por como vírus se comporta. "O controle deve ser retirado lentamente. Não pode ocorrer de uma vez".

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