NOMES. O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que o novo procurador-geral da República não deve tratar as questões sob sua alçada com "radicalismo" e deve atuar "sem estrelismo". "Esperamos ter um procurador que trate a questão ambiental, por exemplo, sem radicalismo. O Brasil está há seis anos tentando fazer o linhão [de energia] Manuas - Boa Vista [e não consegue], em grande parte pelo problema ambiental", disse, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quinta.
A expectativa é que o sucessor de Raquel Dodge na PGR (Procuradoria-Geral da República) seja anunciado até a próxima segunda-feira. O mandato de Dodge termina em 18 de setembro e a indicação do novo procurador-geral compete ao presidente. Tradicionalmente, a escolha é feita entre os três candidatos mais votados por procuradores do MPF (Ministério Público Federal) que encaminham uma lista tríplice enviada ao chefe do Executivo. O presidente pode ou não acatar as indicações.
Bolsonaro sinalizou que tem cinco nomes cotados, o que inclui a recondução de Dodge ao cargo. Na lista do MPF, estão os subprocuradores Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul. O indicado deverá passar ainda por uma sabatina na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado..