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Tradição caiçara na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

Por Bárbara Monteiro@Barbara_Ovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Participação. A escritora estreia na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro
Participação. A escritora estreia na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro

"Ler para uma criança é uma forma de carinho", afirmou a escritora Janaína de Figueiredo.

Natural de São Sebastião, a autora participou da 19ª Bienal Internacional do Livro, que ocorreu entre os dias 30 de agosto e 8 setembro, no Rio de Janeiro.

O evento, um dos maiores na área de literatura no país, conta com literatos brasileiros e estrangeiros como convidados. Mas essa foi a primeira vez que recebeu a participação de uma escritora do Litoral Norte.

"Uma das principais funções da feira é a de troca, pois é um grande espaço de circulação e projeção. Nela, escritores compartilham experiências com outros escritores, editoras e visitantes, o que é muito importante. Este foi um degrau a mais na minha carreira e uma super conquista", comemora Janaína.

Dedicada ao público infanto-juvenil, ela levou ao público uma contação de história musical presente no seu livro "Boi de Conchas" (editora Aletria), uma coletânea de narrativas orais pertencentes ao universo caiçara, preservado pelos narradores locais das cidades de Ubatuba, São Sebastião, Caraguatatuba e Ilhabela e recontados no livro.

A rede de pesca, a canoa colorida, os ranchos dispostos ao longo das praias, o imaginário popular, o linguajar caiçara os folguedos. São essas imagens que o leitor encontra na obra.

"A relação com as crianças foi muito intensa. Levamos o boi e os elementos da cultura popular do litoral. É uma apresentação coletiva, com participação de músicos. Elas gostaram muito. Foi mágico", contou.

A atividade teve a participação do grupo Corre Cotia.

"Essa oportunidade faz com o que eu enxergue que estou no caminho certo, que minha obra é bem vista. Fui bem recepcionada pelos visitantes", disse Janaína. "O escritor é um ser muito solitário, então é neste momento que conseguimos conversar com outros autores e realizar críticas mutuas.

Carreira.

Antropóloga, Janaína é autora também de "O fuxico de Janaína" (Aletria) - que esteve na Feira de Bolonha, em 2016 -, "Nós de Axé" (Aletria) e "Meu avô é um Tata" (Pallas). Este último, aliás, foi escolhido para fazer parte do currículo da rede municipal de ensino de São Paulo..

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