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Campos Neto: inflação está 'baixa e bastante estável'

Por Kelly OliveiraAgência Brasil |
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Plenário. Legislativo deve ser tomado por apoiadores do vereador
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A inflação está bastante baixa e estável no curto, médio e longo prazo, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta terça-feira.

"A inflação está bastante baixa e bastante estável tanto no curto, médio e longo prazo", disse aos senadores. Segundo Campos Neto, a inflação está baixa em todo o mundo. Além disso, ele citou que no Brasil há o efeito da estratégia do governo de estimular os investimentos privados, no lugar do público, e de ajuste nas contas públicas.

"O Brasil está se reinventando com dinheiro privado e o mercado tem finalmente a compreensão de que o governo tem um programa fiscal sério que vai atingir o equilíbrio das contas públicas", afirmou.

Campos Neto afirmou que os investimentos somente públicos são ineficientes. "O dinheiro público como máquina de crescimento bateu no muro", disse.

O presidente do Banco Central reafirmou que tem um projeto para redesenhar o cheque especial, considerado "um produto muito regressivo", com peso maior de juros sobre quem tem menor renda.

Campos Neto também afirmou que nos próximos dias será lançado um mutirão de renegociação de dívidas com os bancos. No início do mês, em audiência na Câmara dos Deputados, ele disse que está negociando a abertura de agências aos sábados ou após o horário normal de funcionamento para renegociar dívidas. Em troca pela renegociação, os clientes terão que fazer um curso de educação financeira.

DÓLAR.

A frustração com a entrada de dólares por meio do leilão da cessão onerosa levou à recente alta do dólar, segundo Campos Neto. O leilão (excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras) teve arrecadação de R$ 69,960 bilhões em bônus de assinatura. A previsão de era de até R$ 106,5 bilhões.

"Teve um movimento mais recente que foi a cessão onerosa. Alguns agentes esperavam uma entrada de recursos maior", disse, acrescentando que muitos agentes de mercado se "posicionaram para capturar o dólar caindo com essa entrada"..

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