Política

Sato quer reeleição e mira melhorar acesso a Ubatuba

Por Caíque Toledo e Xandu Alves@jornalovale |
| Tempo de leitura: 7 min
Turismo. Vista da Praia Grande, um dos principais pontos turísticos
Turismo. Vista da Praia Grande, um dos principais pontos turísticos

Mirando a reeleição no pleito de outubro, o prefeito de Ubatuba, Delcio Sato (PSD), espera ainda esse ano concluir projetos em parceira com os governos estadual e federal, como os acessos ao município do litoral.

1) Qual sua avaliação dos três primeiros anos de governo?

Considero que encerramos o terceiro ano de gestão com saldo extremamente positivo, com realizações em todas as áreas e regiões que somam mais de R$ 150 milhões captados juntos aos governos Federal e Estadual.

Por exemplo, na área da saúde entregamos novas unidades que melhoraram em muito o atendimento ao usuário. Duas novas UBS’s foram entregues, outras duas em fase de conclusão, dois CAPS prontos para serem entregues, uma nova unidade do SAMU implantada na Maranduba, região Sul do Município. A Santa Casa hoje conta com centro cirúrgico, aparelho de tomografia, cerca de 30 novos leitos, ala pediátrica, enfim, avançou.

Na educação, além da qualidade do ensino que nos coloca em destaque com índice do IDEB acima da média, destacamos investimentos importantes como as inaugurações da creche do bairro do Sumaré e da escola Ernesmar na Praia Dura. Demos início à construção de mais uma creche, desta vez no bairro da Estufa II. Herdamos 51 escolas municipais com problemas de estrutura e nesta gestão passam por reformas, reparos e ampliações com novas salas de aula.

O esporte também não foge à regra. Entregamos a sede da escolinha de surfe no Perequê-Açu e outra está em fase de conclusão na Praia Grande. Ampliamos as modalidades esportivas das escolinhas que atendem quase 5 mil pessoas de todas as faixas etárias. Entregamos duas quadras poliesportivas no bairro da Estufa II e o estádio municipal está em reforma e será transformado em uma verdadeira arena.

A cultura também se destaca! Inauguramos o Teatro Municipal nos primeiros 100 dias de governo e hoje formou uma plateia de mais de 100 mil pessoas que assistiram cerca de 280 espetáculos. As vagas para as oficinas culturais foram triplicados e hoje atendem cerca de 1700 pessoas.

Na área de habitação temos o CDHU com 372 apartamentos prontos para serem entregues e o nosso programa de regularização fundiário está a todo vapor garantindo o direito à moradia.

Na questão de infraestrutura turística, entregamos 10 orlas iluminadas em LED e já estamos avançando na troca de todas as lâmpadas das ruas do município que possuem iluminação a vapor de sódio. Três grandes reurbanizações estão em andamento: avenida Iperoig, Maranduba e agora terá início no bairro do Itaguá, que serão novos cartões postais para a cidade. Revitalizamos e ampliamos o píer Comodoro Magalhães no Itaguá o que proporcionou o retorno dos cruzeiros marítimos.

Dois grandes projetos estão em fase final que trarão mais qualidade de vida para todos. Após três anos de muita negociação, hoje o contrato com a Sabesp está na mesa do governador João Dória (PSDB) para ser assinado e assim entrar em vigor a renovação por 30 anos, que trará o investimento de cerca de R$ 700 milhões. Com isso, teremos nos próximos dois anos dobrada a coleta e o tratamento de esgoto no município. O segundo trata-se do TPA (Taxa de Preservação Ambiental) que está em fase de licitação para entrar em operação e assegurar recursos para o município suprir as demandas do excedente populacional nos meses de verão.

Por fim, deflagramos o maior programa de recuperação da malha viária com investimento de quase R$ 40 milhões que pavimentará mais de 200 ruas no município.

Este é apenas um resumo das principais ações, tem muito mais!

2) Qual sua expectativa para o último ano?

Concluir tudo o que está em andamento e assim encerrar este ciclo com a missão cumprida.

3) Quais projetos pretende fazer em 2020?

Já estamos com diversos projetos importantes sendo formatados. Podemos destacar a questão dos acessos à cidade, com três grandes projetos. O primeiro é para melhorar a serra de Taubaté, outro a duplicação da rodovia Caraguá – Ubatuba, e também o projeto de melhoria do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) que irá atender da Praia Grande até a Casanga. São macroprojetos, que vão recursos de milhões, mas que nós estamos desde o começo do mandato trabalhando com a União e o Estado para que se efetive. O trecho de Caraguá – Ubatuba, o governador já sinalizou que vai fazer. Na Oswaldo Cruz, no ponto de serra, que é o mais crítico para nós, o secretário de Estado de Transportes também sinalizou positivo no projeto apresentado. E por último, no DNIT estamos trabalhando com a União, pensamos em fazer pelo menos um investimento de 50 milhões de reais no Trevo do Pescador – mesmo que não faça toda a rodovia que é um projeto de 500 milhões de reais, mas se fizer só do trevo já resolve muito os problemas de entrada e saída da cidade.

4) Das coisas que gostaria de fazer nesse mandato, o que não será possível?

Basicamente três projetos importantes, mas é questão de tempo. O novo hospital, que já está em fase final o projeto, e em fase avançada de negociação com BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e será um novo paradigma à saúde de Ubatuba. A nova rodoviária que também já tem lei aprovada. Por fim, a implantação do mirante na Praia Grande que será mais um atrativo para o turismo. O restante já iniciamos como o asfalto, a iluminação, o saneamento básico, novas unidades de saúde e educacionais, quase 100 novos veículos, etc.

5) Qual foi a maior dificuldade encontrada nesses três anos?

Primeiro, pegamos o município com uma dívida de mais de R$ 20 milhões e, ainda, estamos sanando as contas públicas. Segundo, tivemos uma transição com os novos governos Federal e Estadual e com isso o contingenciamento em vários setores. Enfim, nosso poder de investimento está diretamente ligado a questão orçamentária.

6) Qual a situação atual das finanças do município?

Nosso município possui a menor arrecadação do Litoral Norte. Nossas cidades vizinhas são contempladas com royalties da Petrobras que proporcionam folga no orçamento, como Ilhabela que soma mais de 1 bilhão anual. O orçamento de Ubatuba é de cerca de R$ 300 milhões. O pagamento da folha dos servidores bate 50%, outros 25% vão à educação e à saúde por lei são 15% e chegamos a quase 25% de investimento neste setor. E ainda precisamos investir no meio ambiente, na segurança pública, no social, entre outros. Não sobra nada! Temos 40% de inadimplência no pagamento dos tributos municipais. Possuímos 70% de núcleos irregulares que não pagam IPTU. A demanda só aumenta, não tem como se fechar essa conta. Por isso, nesses três anos passei na estrada, na ponte aérea com projetos na mão buscando recursos estadual e federal e obtivemos êxito com os cerca de R$ 150 milhões conquistados e investidos em todas as áreas e regiões do município.

7) Qual área mais evoluiu no governo municipal e qual área ainda precisaria de mais?

Podemos afirmar que a saúde, a educação, o esporte, a cultura, a segurança pública que inclusive tem destaque nacional com a 7ª colocação no ranking nacional de segurança, o meio ambiente com a recente conquista com a regulamentação na Ilha das Couves e o saneamento básico que terá grande investimento, entre outras áreas que avançaram e muito. De fato, hoje estamos focados na questão da infraestrutura para dar solução à questão da malha viária que ficou pelo menos 20 anos sem investimento, mas já estamos trabalhando.

8) Como avalia a relação entre Executivo e Legislativo no município?

Independente de quem esteja no comando, a boa relação do Executivo com o Legislativo é um dever, para o bem da cidade. Em nossa gestão, os dois poderes caminham juntos pautados em uma agenda positiva, nos projetos que beneficiam a coletividade. Conseguimos travar um diálogo permanente e assim construir uma excelente relação com a Câmara Municipal de Vereadores.

9) Pretende disputar a reeleição? Como enxerga a disputa pelo cargo?

Sim, e não tenho dúvidas. Considero a reeleição um instrumento legítimo que possibilita a conclusão do projeto de cidade que está em andamento, sem interrupção e que dá uma visão de longo prazo. Apenas quatro anos não são suficientes para a execução plena do projeto, pois os processos são muitas vezes lentos nas aprovações de projetos, liberações de verbas estaduais e federais.

10) Como descreveria a situação da cidade hoje?

Sabemos que ainda falta muito, mas hoje temos uma outra realidade, uma cidade bem melhor com novas unidades de saúde e educacionais, soluções conquistadas para o saneamento básico e abastecimento de água, combate ao déficit habitacional, enfim, foram muitas as conquistas.

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