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ABI entra com ação contra Bolsonaro por 'obstrução'

Por Das agências@jornalovale |
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Assassinada. A vereadora Marielle Franco, do PSOL, foi morta com seu motorista em março de 2018
Assassinada. A vereadora Marielle Franco, do PSOL, foi morta com seu motorista em março de 2018

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) apresentou uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por suposta obstrução às investigações do atentado que resultou na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

A informação foi divulgada pelo site Consultor Jurídico e confirmada pelo portal de notícias UOL. O caso terá como relator o ministro Alexandre de Moraes.

A ABI decidiu entrar com ação após Bolsonaro ter admitido que pegou as gravações da portaria de seu condomínio no Rio de Janeiro com objetivo, segundo ele, de atestar que não autorizou a entrada de um dos suspeitos do crime no local. O presidente negou que tenha adulterado o material.

As gravações tratam da visita do ex-PM Élcio de Queiroz, um dos acusados de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), ao condomínio no dia do crime, em março de 2018. Élcio visitou o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de ter sido o autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes.

Em depoimento à Polícia Civil do Rio, um porteiro disse que Élcio teria informado que iria à casa de Bolsonaro, mas depois foi visitar Ronnie Lessa. Essa versão foi desmentida porque Bolsonaro, na ocasião, estava na Câmara dos Deputados.

O filho dele, Carlos Bolsonaro, também publicou no Twitter a relação de áudios da portaria no dia da morte. Na notícia-crime, a ABI afirma que Bolsonaro e filho "acessaram, em data ainda imprecisa, por meios impróprios, elementos probatórios de uma investigação criminal sigilosa e em andamento, os quais poderiam elucidar o iter criminis percorrido pelos principais suspeitos do assassinato"..

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