Política

Intervenção na Santa Casa de Jacareí é confirmada até dezembro

Por Thaís Leite@_thaisleite |
| Tempo de leitura: 2 min
Obstáculos. Fim de intervenção segue sem subir degraus na cidade
Obstáculos. Fim de intervenção segue sem subir degraus na cidade

No alto dos seus 170 anos, a Santa Casa de Misericórdia tem garantidos, ao menos, mais 10 meses sob intervenção municipal em Jacareí. Promessa do prefeito Izaias Santana (PSDB), o fim da novela no hospital não irá terminar em 2020.

A informação foi confirmada pela própria prefeitura, que listou medidas necessárias para finalizar a intervenção, que completa 17 anos já no mês de junho.

Segundo o governo, dois são os requisitos para que a renovação da intervenção não seja mais necessária: acerto do quadro de pessoal, com quitação do passivo trabalhista e encaminhamento no que diz respeito às dívidas tributárias. Neste ponto, a prefeitura diz que aguarda políticas de incentivo do governo federal.

"Neste ano, os esforços para adequação do quadro administrativo e para quitação das dívidas trabalhistas seguirão sendo feitos, para que se chegue ao final do ano com o primeiro requisito solucionado, já que esta é uma responsabilidade do município", diz trecho de nota do governo Izaias.

No ano passado, a prefeitura e a Irmandade de Misericórdia chegaram a se reunir com organizações sociais que unificariam o atendimento clínico, mas as negociações não tiveram andamento. O assunto chegou a ser tratado com representantes das faculdades de medicina Humanitas e Anhembi Morumbi, ambas com sedes na cidade de São José dos Campos. À frente da diretoria da Irmandade, Maria Luiza Porto Mello alegou que não ocorreram novas discussões desde então.

"A negociação empacou em outubro e até esta data nada mais aconteceu. Nós da Irmandade estamos planejando novos projetos para atender os jacareienses em suas necessidades de saúde e aguardando a prefeitura decidir quando vai devolver a nossa Santa Casa", afirmou, Maria Luiza.

Em entrevista anterior a OVALE, Izaias havia afirmado que tinha a expectativa de conseguir finalizar a intervenção até setembro do ano passado. Em dezembro, admitiu que o obstáculo ainda era colocar as dívidas trabalhistas em dia, já que o volume de despesas inviabilizaria qualquer entidade de assumir o serviço..

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