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Sem acordo com oposição, Bolívia pode realizar eleições por decreto

Por Marieta CazarréAgência Brasil |
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Crise. Bolivianos durante protesto no domingo, em São Paulo
Crise. Bolivianos durante protesto no domingo, em São Paulo

O ministro da Presidência da Bolívia, Jerjes Justiniano, afirmou nesta segunda-feira que o governo de Jeanine Áñez, presidente autoproclamada do país, avalia a convocação de novas eleições por decreto, caso não haja acordo no Congresso com os representantes do partido de Evo Morales, o MAS (Movimento ao Socialismo).

"Se percebermos que há dificuldades para convocar as eleições, uma das sugestões que o Ministério da Presidência fará é que convoquemos eleições imediatamente por meio de algum outro instrumento legal", afirmou.

A convocação de eleições por decreto já ocorreu antes na Bolívia, no mandato do presidente provisório Eduardo Rodríguez Veltzé (2005-2006), e serve como jurisprudência para o atual governo. Apesar de governo e oposição afirmarem que querem paz e diálogo, ainda não se sabe como o Congresso se posicionará nos próximos dias.

O MAS tem maioria no Senado e na Câmara e pode barrar votações importantes como a convocação de novas eleições. As eleições gerais do dia 20 de outubro foram anuladas devido a irregularidades detectadas auditoria da OEA (Organização dos Estados Americanos).

No último dia 10, pressionado pelas Forças Armadas, Evo Morales renunciou ao cargo de presidente e se asilou no México. Inicialmente, a posse do novo presidente estava prevista para o dia 20 de janeiro de 2020. O atual governo, que é temporário, tem pela frente o desafio de convocar novas eleições, com transparência, e o quanto antes.

A chanceler boliviana, Karen Longaric, disse hoje que as próximas eleições serão as mais transparentes da história do país e ressaltou o apoio que a Bolívia tem recebido de organismos internacionais. "Estamos todos muito entusiasmados", disse a chanceler boliviana..

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