Nascido em Joaquim Nabuco (PE), Izaias José de Santana, 53 anos, se interessou pela vida pública por influência paterna, em 1974. Migrou para São Paulo em meio a campanha de 1982 e se apaixonou perdidamente por Jacareí, terra onde resolveu fincar raízes. “É uma cidade boa para viver e realizar sonhos”, defende ele, que é doutor em Direito e tornou-se prefeito pelo PSDB na eleição de 2016, com 47,2 mil votos.
Em entrevista ao jornal OVALE, Santana revela revela os desafios que a população enfrenta atualmente, o que tem sido feito e como vê a Jacareí do futuro. Spoiler: melhorias na qualidade na atenção básica na área da saúde, redução de filas de cirurgias eletivas e a manutenção do estoque de medicamentos estão no foco de seu governo. Confira entrevista completa abaixo:
OVALE: Quais os desafios que a população jacareiense enfrenta atualmente?
Santana: Jacareí é uma cidade boa para viver e realizar sonhos. São desafios a melhoria constante dos serviços das áreas sociais e de infraestrutura, principalmente nos bairros mais afastados; também da mobilidade urbana, com o pacote de obras; e ainda a ampliação dos equipamentos de saúde (prontosocorro municipal) e saneamento básico (tratamento de esgoto).
Como você vê a cidade daqui dez anos?
S: Jacareí protagonizará avanços importantes na região. Hoje, o município é respeitado pelos que já são daqui e pelos que entendem que podem investir na cidade. E, mesmo com um cenário econômico ruim e com a queda de investimentos do Estado e da União, Jacareí segue expandindo a qualidade de seus serviços. Já conseguimos consolidar importantes avanços nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e saneamento, mobilidade e segurança. Isso me faz crer que, daqui dez anos, viveremos em uma cidade ainda melhor e mais acolhedora do que a Jacareí de 2020.
De tudo o que foi feito ao longo de sua gestão, o que você destaca como algo que queria muito fazer e conseguiu?
S: Os avanços na área social, pois envolve pessoas que passam por situação difícil. Também o atendimento na saúde e na educação: foram sete novas creches e 13 escolas ampliadas. Na área de saneamento - sempre fundamental para uma cidade -, os investimentos foram mais de R$ 90 milhões, com cerca de 60 obras concluídas.
Das metas que talvez você não consiga cumprir na sua gestão, quais gostaria de ver realizado futuramente?
S: Destaco a construção do Pronto-Socorro Municipal. Não será possível por ora. O município está tendo que arcar com custos da área de saúde que deveriam ser, em grande parte, custeados pelo Governo Federal. Por exemplo, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) custa R$ 22 milhões por ano para funcionar e o governo repassa apenas cerca de R$6 milhões. Então, neste momento, precisamos continuar a insistir na melhora da qualidade na atenção básica, além de reunir esforços para reduzir a fila de cirurgias eletivas e manter o estoque de medicamentos.