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Bolsonaro exalta cloroquina, defende alinhamento de ministros e diz que brasileiro quer voltar ao trabalho

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Jair Bolsonaro (sem partido)
Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o uso da hidroxicloroquina para tratamento do novo coronavírus, defendeu um alinhamento dos ministros de seu governo e disse que os brasileiros querem voltar ao trabalho normalmente.

Em pronunciamento oficial na noite desta terça-feira, Bolsonaro falou novamente sobre sua preferência pelo uso da hidroxicloroquina, após ouvir 'médicos, pesquisadores e chefes de estado de outros países'. O presidente citou a conversa com o médico cardiologista Roberto Kalil que afirmou que usou o medicamento e também o prescreveu para dezenas de pacientes. “Todos estão salvos. Disse-me mais: que, mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora, para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns ao doutor Kalil”, comentou. Ele disse que o Brasil irá receber da Índia, até sábado, matéria-prima para produzir a hidroxicloroquina.

O presidente também afirmou que o objetivo principal do governo é 'salvar vidas' e que seus ministros devem estar alinhados com ele. "Tenho responsabilidade de decidir sobre as questões do país de forma ampla, usando a equipe de ministros que escolhi. Todos devem estar sintonizados comigo", afirmou.

Bolsonaro voltou a criticar os decretos de isolamento social nos estados do país, afirmando que são de responsabilidade exclusiva dos governantes e que o governo federal não foi consultado. "Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos [...] Tenho certeza que a grande maioria dos brasileiros quer voltar a trabalhar. Essa foi sempre minha orientação para todos os ministros", disse. "Sempre afirmei que tinhamos dois problemas: o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados simultaneamente. [...] As soluções não podem ser mais danosas. O desemprego leva à fome, à miséria, à morte", afirmou, no pronunciamento.

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