O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi exonerado do cargo, a pedido, informou na tarde desta quarta-feira o Ministério da Economia. Em seu lugar assume, interinamente, o auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto.
Na prática, a criação de um novo imposto similar à CPMF teria sido o motivo que o derrubou.
Na nota em que anuncia a exoneração do secretário, o ministério esclarece "que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento".
O ministério disse ainda que a proposta do governo "será divulgada depois do aval do ministro [da Economia] Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro".
O ministro Paulo Guedes agradeceu ao secretário Marcos Cintra os serviços prestados durante o período.
Além da nova CPMF, a troca do comando ocorre em meio à crise institucional na Receita após críticas de atuação política do órgão, que partem sobretudo do STF (Supremo Tribunal Federal) e TCU (Tribunal de Contas da União).
PROJETO.
De acordo com Guedes, a alíquota do novo tributo seria de 0,2% para compras no débito e crédito financeiro e de 0,4% no saque e depósito em dinheiro..