Líder do governo na Câmara dos Deputados, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL) afirmou nesta sexta-feira que o 2º turno da votação da reforma da Previdência deve ocorrer até quarta-feira.
A afirmação foi feita pela parlamentar durante o Lide (Grupo de Líderes Empresariais), evento que reuniu autoridades e empresários em São José dos Campos.
De acordo com a deputada, a votação termina na Câmara nesta semana e deve levar cerca de dois meses para ser concluída no Senado Federal. Um dos desafios do governo Jair Bolsonaro (PSL), a inclusão de estados e municípios na reforma, é tarefa que deve ser encarada em futuro próximo pelo grupo de senadores.
"A expectativa é que o Senado consiga vencer essa batalha. Vai ter que pegar esse touro a unha, não é fácil justamente pelo desgaste que foi causado pelos governadores do nordeste em cima da reforma", disse a deputada. "Agora a gente vai ter que começar um trabalho de convencimento para ver se esses governadores de fato mudam o discurso e mantem um discurso pró-reforma", continuou, Joice.
Segundo ela, a concordância da população com a reforma é barreira que já foi ultrapassada pelo governo.
"Nunca na história do Brasil você viu centenas, milhares de pessoas indo às ruas para pedirem a reforma", afirmou.
TRIBUTÁRIA.
Prevista para sair até o final do ano, a reforma tributária pode ter comissão especial criada na próxima semana, segundo Hasselmann. Para a deputada, o desafio está na escolha entre os três projetos apresentados.
"Minha proposta é tentar fazer com que Câmara, Senado e governo sentem para trabalhar em um texto único", disse. "A gente não consegue certamente antes de dois, três meses, entregar essa reforma, ela vai ficar mais pro finalzinho do ano", continuou.
VAZAMENTO.
Questionada sobre o vazamento de mensagens divulgadas pelo site The Intercept, a deputada afirmou que não há impacto no governo.
O site divulga desde o início de junho uma série de conversas atribuídas à promotores e, inclusive, membros do governo federal, como o Ministro Sérgio Moro. As mensagens teriam sido trocadas pelo aplicativo Telegram.
Nas conversas, é revelado que o então juiz da Lava Jato, atuava dando orientações para o procurador da operação, Deltan Dallagnol. Apesar dos envolvidos não garantirem autenticidade nas conversas, o STF (Supremo Tribunal Federal), já articula meios para que o procurador deixe o comando da operação em Curitiba.
A deputada, que escreveu uma biografia do juiz federal, disse o tema não é alvo de discussões no governo.
"Em Brasília a repercussão disso é zero, é nada, absolutamente nada. Está todo mundo tão preocupado em trabalhar que ninguém está nem aí para o que site fez, deixou de fazer, até porque ninguém sabe da veracidade das mensagens. Para a gente, o Intercept e nada é exatamente a mesma coisa", disse.
Joice ainda contou que seu celular também foi alvo de uma clonagem, que encontra-se sob investigação da Polícia Federal..