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Vida em república: uma solução econômica

Por Bárbara Stephanie Monteiro |
| Tempo de leitura: 2 min
Friends
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Sucesso nos anos 1990, “Friends” marcou gerações. O famoso seriado americano que ficou no ar por dez anos retratava a história de seis amigos: Joey, Phoebe, Mônica, Rachel, Ross e Chandler que, morando longe da família, tinham de lidar com os dramas da fase adulta. As situações inusitadas exploradas nos mais de 200 episódios fizeram muitas pessoas sonharem em viver da mesma forma. Mas será que vale à pena?

“Neste ano comecei a morar com oito meninas e, sem dúvida, esta é uma das mais enriquecedoras experiências. Tive que aprender a lidar com pontos de vista e personalidades diferentes da minha”, contou a estudante Júlia Cassoli, 18 anos, que faz parte dos 2 milhões de estudantes que saíram da casa da família segundo o MEC (Ministério da Educação). A opção pela república foi a forma encontrada pela jovem para driblar os altos custos de manutenção de uma casa.

Mas, não se engane, na convivência coletiva algumas regras são importantes para que as coisas funcionem. “Aqui, por exemplo, cada uma tem seu dia para recolher o lixo. O objetivo das normas é manter a organização”, disse ela. “Mas dividir a casa vale, sim, à pena. No meu caso, os laços com as meninas são estreitos e elas são minha família”, concluiu.

Além do público universitário, o compartilhamento de residências tem chamado atenção também de pessoas que já saíram dessa fase. É o caso de Alison Augusto Miranda Pereira, 28 anos, engenheiro da computação, que mora há dois anos com outros três amigos. “Dividir uma casa se mostrou uma opção muito mais barata. Moro em uma casa boa, meu quarto, por exemplo, é uma suíte e pago barato já que dividimos o aluguel. Ou seja, ganho economia, companhia e um ótimo lugar para viver”, completou.

Segundo o engenheiro, a opção por viver coletivamente surgiu depois dele e seus colegas perceberem que tinham perfis semelhantes. “Nos conhecemos no trabalho e uma particularidade nos chamou atenção: descobrimos que tínhamos frequentado a mesma universidade em Itajubá (MG)”, contou ele. “Eu gosto de companhia. Sou um cara muito social, adoro ter pessoas para conversar, tomar uma cerveja. Os outros rapazes são de confiança e tenho afinidade com eles”, continuou. O sucesso da parceria, segundo Pereira: bom senso.

Locações.

O movimento de interessados por esse tipo de moradia é tão intenso que ganhou nome: coliving. Mas, se na república o espaço compartilhado é gerido pelos próprios moradores, o coliving traz uma proposta mais ampla, com locais administrados por uma equipe especializada. E o mercado imobiliário já está de olho na crescente demanda. Já existem empreendimentos voltados esse público.

“Atualmente, empresas vêm realizando estudos para atender essas pessoas. Neles, são verificados quais produtos e serviços são adequados para esse público”, afirmou Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários do Secovi-SP (Sindicato de Mercado Imobiliário).

Confira abaixo os prós e contras da vida "coletiva":

Arte Moradia

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