+ Design

Sob nova direção: o que muda no Exame Nacional do Ensino Médio?

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 3 min

Com "triagem" de lanches, ampliação da segurança e expulsão caso o celular de um candidato emita algum som durante a prova - ainda que dentro de uma embalagem lacrada -, o Enem 2019 (Exame Nacional do Ensino Médio) será marcado pela "tolerância zero". Ou seja, caberá ao aluno atenção redobrada para evitar problemas.

A prova ocorre nos dias 3 e 10 de novembro. E, segundo o MEC (Ministério da Educação), as ações de segurança são necessárias da elaboração de questões da prova - em ambiente com rígido controle de acesso -, até a aplicação do exame, que acontece em mais de 10 mil locais e para 5,1 milhões de inscritos.

Alguns procedimentos - como o do celular - foram sugestões da Polícia Federal, uma das instituições parceiras no planejamento e operação do Enem. E, de acordo com o MEC, as inovações complementam outros procedimentos adotados ao longo dos anos.

Desde 2016, a digital de todos os participantes é colhida nos dois dias de aplicação de provas. "Essa é uma das principais medidas de segurança para evitar fraudes", afirmou em nota Camilo Mussi, diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Em 2017, as provas e os cartões de resposta passaram a ser personalizados com informações de cada candidato. Além disso, nos locais de aplicação, equipamentos de detecção de ondas magnéticas vêm sendo usados com o objetivo de captar emissões de frequência de aparelhos eletrônicos.

"Nos últimos 10 anos, o Inep avançou em muitos quesitos. Todas as entidades envolvidas, cada uma especializada em uma área, seja na distribuição, impressão ou logística, trouxeram mais segurança tanto para o participante quanto para o Inep", completou o diretor.

Além da PF, Policiais Militares, representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Polícia Rodoviária Federal; e Ministério da Defesa, por meio do Exército Brasileiro, entre outros, estão envolvidos na logística da prova.

Longo caminho.

Para o Enem, são impressas 10,3 milhões de provas nominais, enviadas em 54 mil malotes, que seguem para as 11.227 coordenações em todo o território nacional. Só esse transporte mobiliza 31 mil pessoas.

O exame deste ano deve ficar 8,39% mais barato do que o exame do ano passado. Segundo o Inep, o custo será de aproximadamente R$ 537,7 milhões - cerca de R$ 105,52 por participante. Em 2018, o total foi de R$ 589,8 milhões, R$ 106,13 por estudante.

O valor corresponde aos gastos desde a elaboração do exame até a impressão, distribuição e correção das provas. Do valor total, um terço vem do pagamento de inscrições - o equivalente a R$ 179,7 milhões. O restante é pago pelo governo.

Lembrando que as inscrições custaram R$ 85 a cada participante. Cerca de 2,1 milhões de estudantes pagaram a taxa. Os demais tiveram isenção por atenderem aos critérios estabelecidos pelo Inep.

Mas, segundo Alexandre Ribeiro Lopes, presidente do instituto, o valor ainda pode mudar. "Em função da abstenção, pode até baixar", comentou em nota. "Mas pode acontecer [de aumentar]. Se tivermos que fazer um número de reaplicações maior que o normal, teremos que imprimir mais provas", explicou.

Estudantes que forem impedidos de fazer a prova por conta de problemas como falta de luz, alagamentos, entre outros, têm direito à reaplicação do exame.

Em tempo, as notas do Enem podem ser usadas no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, para concorrer a bolsas de estudo pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) e financiamentos pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)..

Comentários

Comentários