A conclusão do acordo entre a Embraer e a Boeing pode provocar a contratação de até 500 engenheiros para as fábricas da fabricante brasileira, mas em Portugal.
As duas companhias se unirão numa nova empresa, a Boeing Brasil Commercial, com 80% do controle acionário nas mãos da Boeing e 20%, na da Embraer.
Em entrevista à imprensa portuguesa, o ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, disse que conversou com o vice-presidente da Boeing, Marc Allen, sobre projetos para as fábricas no país. Segundo o ministro, Allen teria dito "Queremos mais 500 engenheiros".
Em Évora, a OGMA produz componentes para os aviões da fabricante, demanda que deve aumentar após a fusão com a Boeing. A Embraer controla a OGMA desde 2004, com 65% de participação. O restante pertence ao governo português.
São feitos na unidade componentes para aviões executivos, para as unidades da aviação comercial de médio curso e para projetos da aviação militar, como o KC-390.
Também há a expectativa de aumento da produção de componentes destinados a novos modelos de aeronaves.
"Isso significará um aumento de faturamento, maior volume de investimento e o reforço das contratações de pessoal, com perspectivas de curto prazo para mais 100 engenheiros", disse Cravinho.
Segundo ele, a admissão de até 500 engenheiros se daria num horizonte de quatro anos.
Cravinho disse que Portugal tem todas as condições para aumentar sua importância no cluster aeronáutico..