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Canção Nova vê empurrão em padre Marcelo como 'caso isolado' e vai manter padrão de segurança

Por Julia Carvalho@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Ataque na Canção Nova. Profissionais que faziam a segurança do padre acharam que a mulher era uma fã e ela subiu no altar para abraçar o padre durante a celeração
Ataque na Canção Nova. Profissionais que faziam a segurança do padre acharam que a mulher era uma fã e ela subiu no altar para abraçar o padre durante a celeração

Após ter sido empurrado do altar por uma mulher durante uma celebração em Cachoeira Paulista, o padre Marcelo Rossi declarou nesta segunda-feira que registrou o seu 'boletim de ocorrência': 'Bíblia e Oração'. A mulher foi ouvida pela Polícia Civil e depois liberada ainda no domingo.

Depois do susto, o religioso afirmou que não vai apresentar queixa contra a mulher.

Ele se pronunciou a respeito do caso nesta segunda, em vídeo postado em suas redes sociais e que já atingiu mais de 44 mil visualizações.

"Hoje eu fiz um BO. Padre, que BO? Bíblia e oração. Se alguém fizer calúnia contra você, faça o maior BO: Bíblia e oração. Esse é o melhor boletim de ocorrência. E onde é a delegacia? A capela", explicou o religioso.

No vídeo, o padre atribui a um 'milagre' o fato de não ter se ferido gravemente na queda -- ele caiu de uma altura de 1,8 metro. Ao ser empurrado, diante de 50 mil pessoas e em uma cena transmitida ao vivo pela Canção Nova, o religioso teve apenas escoriações.

Ele ainda voltou ao altar para dar sequência à celebração. "Realmente a ficha não caiu ainda. Não há explicação, graças a deus estou aqui. Obrigado a todos, fui salvo, foi um milagre. Machucou muito a perna, bati a cabeça, mas nada grave, estou ótimo", disse.

No registro da ocorrência, lavrada em Lorena depois da agressão, consta que o religioso destacou que "não deseja tomar nenhuma medida legal/criminal em face da autora e que não deseja processá-la criminalmente pelas lesões sofridas".

DEPOIMENTO.

Em depoimento à polícia, a agressora, que teve o nome preservado, disse que a intenção era se aproximar para conversar com o padre e não de agredi-lo. Ela ainda disse que sofre de transtorno bipolar e fazer tratamento psiquiátrico. A Polícia Civil informou que ela deu "declarações desencontradas".

Após o depoimento prestado à Polícia Civil, a mulher entrou em um carro da Canção Nova, instituição organizadora da missa, e foi levada de volta à cidade do evento, onde passou a noite em uma pousada.

CRIANÇA.

Uma representante do Conselho Tutelar de Cachoeira Paulista também foi à delegacia no último domingo, porque a mulher que empurrou o padre estava na excursão com um filho, de três anos de idade.

O menor está sob responsabilidade de outra conselheira em uma pousada em Cachoeira Paulista.

Segundo a Polícia Civil, se o padre não apresentar queixa contra a mulher pelos próximos seis meses, o caso será arquivado. A agressora vai permanecer em liberdade.

Canção Nova afirma que trata-se de um caso 'isolado' e vai manter padrão de segurança

Após o padre Marcelo Rossi ser empurrado a Canção Nova, instituição organizadora da missa, informou que o caso foi isolado e que deve manter as mesmas medidas de segurança do local.

Em nota, a instituição lamentou o ocorrido e informou que sacerdote passa bem. Ele foi atendido pela equipe médica do evento e presidiu a celebração até o fim.

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