Carlinhos Vergueiro chegou ao cúmulo do samba. Iniciou sua carreira na década de 1970, ainda quando trabalhava na Bovespa, no centro de São Paulo, mas o samba pegou Carlinhos de jeito. Durante sua carreira fez parcerias com Adoniran Barbosa, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, shows com Cartola e tantos outros músicos brasileiros.
Aos 65 anos, Carlinhos ainda está na ativa a todo o vapor trazendo a majestade do samba em sua maneira simples e direto de enxergar o cotidiano brasileiro.
O músico se apresenta no Sesi São José dos Campos (Av. Cidade Jardim, 4389 - Bosque dos Eucaliptos) nesta sexta-feira, a partir das 20h, com o show "Cúmulo do Samba". A entrada é gratuita.
Recentemente, o sambista lançou duas músicas inéditas. A primeira, "Valsa do Esquecimento", que trata do tema da perda da memória decorrente do Alzheimer. A outra, "To Aí", mostra um Carlinhos malandro, de DNA essencialmente brasileiro.
"É um samba que retrata bem a realidade da batalha diária do brasileiro, se virando pra enfrentar a luta do dia a dia, que mesmo na dificuldade encontra bom humor pra descascar os abacaxis que a vida traz", conta Carlinhos.
O músico é um dos donos da história do samba e conta que uma de suas memórias mais importantes é a composição "Torresmo à Milanesa" com Adoniran.
"Estávamos conversando num boteco chamado Mutamba, na Rua Major Quedinho em São Paulo, tomando umas e outras em pé no balcão. Nossa música nasceu ali", conta o músico..