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STF tem maioria, mas adia anulação de condenações

Por André RichterAgência Brasil |
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Justiça. Deputados de oposição enviaram queixa-crime contra Eduardo Bolsonaro ao STF nesta sexta
Justiça. Deputados de oposição enviaram queixa-crime contra Eduardo Bolsonaro ao STF nesta sexta

O STF (Supremo Tribunal Federal) votou nesta quinta-feira a favor da tese jurídica defendida por advogados de investigados na Lava Jato e que pode anular várias condenações oriundas das investigações, segundo avaliação da força-tarefa de procuradores que atuam na operação - inclusive na revisão do processo do sítio de Atibaia, que envolve o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva.

Por 6 votos a 3, a Corte decidiu que advogados de delatados podem apresentar as alegações finais, última fase antes da sentença, após a manifestação da defesa dos delatores. Atualmente, o prazo é simultâneo para as duas partes, conforme o CPP (Código de Processo Penal). Na prática, a maioria dos ministros entendeu que o delatado pode falar por último nesta fase, mesmo não estando previsto em lei. O entendimento foi baseado no princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa.

Com a decisão, condenações em que as defesas não falaram por último na etapa final do processo poderão ser anuladas, e o processo deverá voltar à fase de alegações finais na primeira instância da Justiça. A repercussão da decisão nos casos que estão em tramitação em todo o país deverá ser decidida pela Corte na semana que vem.

Na sessão de quarta, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou contra a tese dos advogados de investigados na Lava Jato. Segundo Fachin, não há na lei brasileira regra obrigando a concessão de prazo para que a defesa do delatado se manifeste após os advogados dos delatores nas alegações finais.

Na sessão desta tarde, o ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência e afirmou que a defesa tem direito de refutar todas as acusações que possam influencia na condenação, inclusive nas alegações finais, mesmo que não esteja previsto no CPP. Dessa forma, segundo o ministro, o acusado tem o direito de falar por último nesta fase do processo.

Ainda falta o voto de Marco Aurélio Mello (ausente da sessão) e do presidente Dias Toffoli, que já indicou que vai votar na tese vencedora. Toffoli suspendeu o julgamento e adiou para a próxima sessão, na quarta, dia 2, a definição sobre como o julgamento vai afetar as outras condenações..

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