Em um mercado cada vez mais digital, o tema “futuro das profissões” tem ganhado destaque nos bureaus de tendências pelo mundo. Em pouco tempo a tecnologia da informação se alastrou de forma implacável e é impossível prever o que acontecerá com a maioria das carreiras. Mas uma coisa é certeza: nada será como antes.
Benjamin Pring, futurologista da Cognizant e autor de livros como “O que fazer quando as máquinas fazem tudo”, defende que a tecnologia 5G irá transformar não somente o mercado de trabalho mas todo o mundo. “As redes mudaram profundamente o nosso universo. Praticamente todos os aspectos da vida foram impactados pela disseminação de G’s 1 a 4”, escreveu no artigo “A borda do amanhã”.
Ainda segundo ele, estar atualizado e atento às mudanças é condição básica para a sobrevivência em meio a tantas transformações. Muitos oficios ainda continuarão existindo, mas terão desenhos diferentes do que vemos hoje, Outras vão surgir.
“De uma forma geral, as profissões terão que se reinventar a partir do avanço tecnológico. Com exceção das profissões intelectuais, todas serão impactadas de alguma maneira”, disse Paolo Tommasini, reitor da universidade Anhembi Morumbi.
“É preciso estar de olho no mercado e ir se adaptando. Este é um movimento que acontece no âmbito acadêmico, inclusive, com a formulação de novas grades para atender essas demandas. Não fará mais sentido desempenharmos funções repetitivas ou ‘imitar’ o que robôs podem fazer. As máquinas atuarão de forma a deixar o homem mais livre para agir intelectualmente”, afirmou o educador.
“Não é mais recomendável esperar até se formar para, então, fazer um curso de extensão. É preciso ser dinâmico e focar na área de interesse durante a graduação”, enfatizou.