Como está a acessibilidade em São José dos Campos?" Essa foi a primeira pergunta que o editor de OVALE, Guilhermo Codazzi, me fez quando contei que estou andando bastante de ônibus pela cidade nos últimos tempos, por conta da minha nova rotina de trabalho e vida.
Nada melhor do que o Dia Nacional de Lutas das Pessoas com Deficiência, 21 de setembro, para responder essa pergunta. São José dos Campos, uma das principais cidades do estado e do país quando o assunto é tecnologia e inovação, se destacou no início deste século como pioneira na criação de programas de acessibilidade.
Entretanto, é notório que este título se perdeu ao longo desta década. As ações que eram referências ficaram paradas no tempo. Um exemplo são as calçadas, que receberam uma padronização até em lei em 2010, mas foram esquecidas. Muito do que foi feito na época não teve a manutenção devida, se tornando uma barreira, em vez de um acesso.
Uma cidade com o DNA inovador não tem o direito de ficar para trás, aliás, tem o dever de ficar à frente. Isso não é difícil, a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, aponta vários caminhos. Contudo, para fazer valer a lei e o título de "cidade inteligente", é preciso que haja uma união entre poder público, cidadão com deficiência e iniciativa privada.
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