ANÁLISE. Perguntado sobre o decreto presidencial publicado nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, que diminui de 31 para 14 o número de membros do Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), extinguindo a participação da sociedade civil no órgão, Bolsonaro disse que pretende enxugar ou extinguir a grande maioria deles. "Como regra, a gente não pode ter conselho que não decide nada. Dada a quantidade de pessoas envolvidas, a decisão é quase impossível de ser tomada. Então queremos enxugar os conselhos, extinguir a grande maioria deles, para que o governo possa funcionar. Não podemos ficar refém de conselhos, muitos deles com pessoas indicadas por outros governos".
Com a reestruturação do Conad, perdem assento no conselho oito entidades que tinham direito a indicar um representante: a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil; o CFM (Conselho Federal de Medicina); o CFP (Conselho Federal de Psicologia); o CFESS (Conselho Federal de Serviço Social); o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) e o CFE (Conselho Federal de Educação), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)..