A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira uma operação para cumprir 21 mandados de prisão contra fraudes de licitações na Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp, responsável pelo Porto de Santos. A ex-secretária da secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica da Prefeitura de Ilhabela, Juliana Louro, foi uma das pessoas presas temporariamente na operação.
A Operação Círculo Vicioso, feita pela PF com apoio da Controladoria Geral da União e do Ministério Público Federal, serve como segunda fase da Operação Tritão, e cumpre pedidos em seis cidades de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e uma do Ceará, com um ex-deputado entre os alvos. "Foram expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos 21 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, Ilhabela, Bragança Paulista, Serra Negra, Duque de Caxias (RJ) e Fortaleza (CE)", diz comunicado da PF.
De acordo com a investigação, a estimativa é que os prejuízos à Codesp cheguem à casa dos R$ 100 milhões.
A ordem de prisão temporária de Juliana Louro foi dada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara da Justiça Federal de Santos. Ela deverá ficar cinco dias em prisão temporária. Ainda não há informações sobre qual seria seu possível envolvimento nas irregularidades.
A ex-secretária foi detida no início da manhã e encaminhada até a sede da Polícia Federal em São Sebastião.
Outro alvo da operação é o ex-deputado federal Marcelo Squassoni. A 5ª Vara da Justiça Federal de Santos expediu ordens de prisão temporária e de busca e apreensão contra o ex-parlamentar.
Todos os investigados devem responder por crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações e corrupção ativa e passiva...