Brasil

Após citar AI-5, Guedes diz que Brasil tem 'democracia vibrante'

Por Kelly OliveiraAgência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min
Escola de transporte
Escola de transporte

O processo de transformação do Estado brasileiro é difícil e doloroso, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira, em conferência no Peterson Institute for International Economics, em Washington.

Guedes ressaltou que essa transformação ocorre em meio a uma democracia vibrante. "Estamos transformando o estado brasileiro. É um trabalho doloroso, é duro", disse. Ele acrescentou que muito do que se ouve sobre o Brasil é ruído e deve ser ignorado. "O que vocês ouvem fora é que há uma bagunça. Não prestem atenção nisso. [O Brasil] é uma democracia vibrante, com poderes independentes", ressaltou, acrescendo que no país a democracia nunca foi tão forte como atualmente.

O ministro também afirmou que não há escândalos de corrupção no país e acrescentou que o Brasil não vai queimar florestas ilegalmente e que respeita o acordo de Paris.

Na segunda-feira, ao responder sobre convulsões políticas na América Latina, Guedes disse que considera inconcebível um novo AI-5 no Brasil, mas as pessoas não devem se assustar se alguém pedir um AI-5 caso haja radicalização no Brasil.

Nesta terça, ele defendeu o direito da população de se manifestar pacificamente, "sem quebrar a rua toda". "A democracia é barulhenta. Nós respeitamos e valorizamos isso. Não temos problemas com manifestações públicas", disse. Guedes enfatizou ainda que é preciso respeitar quem foi eleito e que a disputa pelo poder deve se dar nas eleições.

Durante a conferência em Washington, Guedes defendeu as medidas econômicas que estão sendo adotadas pelo governo, como a reforma da Previdência, considerada emergencial, o ajuste fiscal, a descentralização das receitas públicas com maior distribuição entre estados e municípios, privatizações, e as reformas administrativa e tributária.

REFORMA TRIBUTÁRIA.

Ele disse ainda que o governo vai enviar a proposta de reforma tributária ao Congresso em fases para facilitar a análise e a apreciação pelos parlamentares. O projeto, segundo Guedes, será encaminhado a uma comissão mista do Senado e da Câmara.

"O governo quer fazer IVA dual federal, com imposto de 11% e 12%", afirmou o ministro. "Estamos a uma ou duas semanas de enviar a proposta de reforma tributária ao Congresso, e prefiro enviar para uma comissão mista, que é o que deve acontecer", afirmou o ministro durante a entrevista nesta terça..

Comentários

Comentários