Dois dos principais importadores do Vale do Paraíba, China e Argentina deixaram de comprar US$ 1,47 bilhão da região neste ano, de janeiro a outubro, na comparação com igual intervalo de 2018, segundo dados do Ministério da Economia.
O volume de importação dos dois países caiu de US$ 3,79 bilhões em 2018, 40% do total exportado pelo Vale no período, para US$ 2,31 bilhões em 2019, 28% da totalidade. O recuo foi de 39%.
A China foi quem mais diminui a compra dos produtos do Vale. Maior importadora da região até o final do ano passado, o país asiático acumula US$ 1,18 bilhão a menos em compras da região, 40% de queda --US$ 1,74 bilhão contra US$ 2,92 bilhões.
Os chineses alcançaram o oitavo período seguido importando menos do Vale, o que refletiu no resultado geral da balança comercial.
A região anotou superávit de US$ 3,27 bilhões nos 10 meses deste ano, queda de 21% frente ao superávit do mesmo período no ano passado, de US$ 4,13 bilhões.
A China, que representava 31% das exportações do Vale de janeiro a outubro de 2018, reduziu para 21%.
Maior compradora de carros do Vale, a Argentina amarga o 11º período seguido com queda nas importações.
O recuo é de 33% nestes 10 meses, com US$ 577,8 milhões contra US$ 868,7 milhões.
O país vizinho representava 9% das exportações do Vale e agora caiu para 7%, deixando de importar US$ 290,9 milhões de janeiro a outubro.
Na contramão, os Estados Unidos anotaram o 10º período com alta na importação de produtos do Vale, mas com uma margem menor -- US$ 2,79 bilhões contra US$ 2,39 bilhões, alta de 17%, contra 32% no período anterior.
São Sebastião, Ilhabela e Taubaté perdem exportações
Exportadores de petróleo e veículos foram os mais penalizados com a queda de China e Argentina, que ficou mais evidente em outubro, mês no qual as exportações do Vale recuaram 51% ante 2018. São Sebastião reduziu 86% e Ilhabela, 76%. As cidades são as principais exportadoras de petróleo. Taubaté teve queda de 49% nas exportações gerais em outubro, com -36% de diminuição na venda apenas para a Argentina. O país é o maior comprado de carros feitos no Vale e o principal importador de Taubaté, que viu a venda de veículos cair US$ 123 milhões em 10 meses.