Projetos Especias Brand

Alfabetização de mão dada com o mundo digital

Por Bárbara Stephanie Monteiro |
| Tempo de leitura: 4 min
B a Bá
B a Bá

A alfabetização é um momento fantástico de descoberta do mundo para as crianças. Com a geração que cresce em meio ao mundo digital, aprender a escrever apenas com lápis e papel não é mais o suficiente. Manter o interesse e a atenção do aluno tornou-se cada vez mais desafiador para o professor e muitos estão encontrando a saída com a ajuda dos recursos tecnológicos.

Tablets, games, realidade aumentada, plataformas digital de livros são ferramentas que promovem interatividade no processo de alfabetização, como por exemplo, o aplicativo Tartaruga Turbinada. Nele a criança lê e interage com a história, mesmo sem estar completamente alfabetizada. Passando o dedo ou o mouse por cima das palavras, é possível ouvir o que está escrito em cada página.

“A utilização da tecnologia é muito interessante. Desde 2010 venho pesquisando e tenho percebido uma melhora na aprendizagem. Eles conseguem ser mais ativos na construção do conhecimento agregando esta ferramenta e criam conceitos que sem a tecnologia ficariam mais difíceis de serem compreendidos”, revelou o professor de matemática no Colégio Sidarta em Cotia - SP, Fernando de Melo Trevisani, se especializou na área de ensino híbrido.

Ainda segundo Trevisani a tecnologia por si só desperta um maior interesse do aluno. “É um ensino que considero mais real, pois hoje essas crianças já nascem no mundo digital. É indispensável lembrar que essa ferramenta tem que ser empregada de uma forma construtiva, com consciência, com intencionalidade pedagógica e é isso que faz com que os estudantes se interessem mais por participar da aula”, apontou.

Álvaro Cruz, vice-presidente de tecnologia educacional da Positivo afirma que a tecnologia é indispensável para educação. “O universo digital provoca nas crianças novos ambientes para serem explorados. Uma exploração boa e que não pode como qualquer outro campo ser restringido, é um brincar inteligente. É permitir que ela descubra todo o potencial do mundo que vai viver”, contou Cruz.

De acordo com o vice-presidente os jogos digitais têm um papel fundamental durante o processo de alfabetização. Ao mesmo tempo eles conseguem desenvolver a concentração, o raciocínio lógico e a colaboração entre as crianças, incentivam a leitura e a escrita.

“As ferramentas digitais, em muitos momentos, fazem com que a criança tenha que colocar em prática o seu aprendizado para avançar pelas fases, testando e explorando sua criatividade. São meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual”, defendeu Álvaro Cruz.

Para Anna Beatriz Müller Queiroz, consultora em gestão de projetos educacionais na Fundação Carlos Alberto Vanzolini - GTE (gestão de tecnologias em educação), a tecnologia é parte do mundo de hoje e é uma das linguagens que o estudante deve dominar para viver na sociedade e principalmente para o futuro.

“O uso da tecnologia como material de ensino é importante. Você pode interagir com o fundo do oceano ou com os dinossauros utilizando a realidade virtual ou aumentada, por exemplo. No entanto, também é uma ferramenta que permite que o pedagogo acompanhe o desempenho do aluno em tempo real. É essencial ressaltar que de maneira nenhuma, o mundo digital veio para substituir o professor!”, falou.

“Hoje além do material escrito os alunos possuem recursos audiovisuais na ponta dos dedos, um mesmo conteúdo pode ser abordado com diversos recursos (visuais, textuais, auditivos), e essa combinação na exposição de um tema auxilia na aprendizagem. Os diferentes “saberes” podem ser valorizados e a criança se beneficia, pois cada criança é única e por mais redundante que isso possa parecer respeitar essa singularidade ao fornecer diferentes formas de acessar um assunto é fundamental”, destacou.

No entanto, o uso dos equipamentos deve ser apenas um aliado ressaltam os especialistas. “A tecnologia dentro da educação tem que entrar de forma híbrida, ou seja, unir esse mundo digital com a parte humana. Esse encontro faz toda a diferença para prender a atenção do aluno, para conseguir ter conteúdo mais rápido. É preciso que seja de forma moderada, que o professor sinta a necessidade de usar e saber utilizar a ferramenta de maneira adequada”, afirmou Wanderson Leite fundador da Startup ASAS VR, que leva realidade virtual para as empresas e escolas.

Álvaro Cruz endossa as palavras do empresário. “Claro que as ferramentas devem ser bem conduzidas, ou seja, não é para ficar, por exemplo, em frente de um tablet por 8 horas todos os dias. Assim como qualquer outra atividade realizada exageradamente é ruim. Além disso, o professor deve ser apaixonado pelo mundo da criança e tudo o que o envolve”, enfatizou Cruz.

Os pais também podem participar deste momento na vida dos filhos, pois neste mundo digital as possibilidades são infinitas. Desde baixar aplicativos educativos no tablet, até a incentivar que a criança crie uma história contando sobre a última viagem da família. Mamãe do pequeno Arthur, 7 anos, a representante comercial Bruna Longhi, 33 anos, afirma que apesar de não ser permitido o uso de dispositivos digital na escola, ela aprova a ferramenta como auxilio na aprendizagem.

“O uso do Tablet pelo Arthur é moderado. Usamos aplicativos que ajuda ele a aprender a ler e escrever corretamente. Em alguns momentos o uso é restrito devido o baixo desempenho na escola, em outros a escola pede para que deixe as crianças no uso da tecnologia para que possam saber procurar as palavras, letras”, disse Bruna.

Confira alguns aplicativos que auxilia na aprendizagem:

Arte em Casa

Comentários

Comentários