Brasil

Para economista, acordos flexibilizam protecionismo

Por Kelly OliveiraAgência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min
Economia. Emily Rees valoriza os acordos entre os blocos
Economia. Emily Rees valoriza os acordos entre os blocos

Em meio ao crescente protecionismo pelo mundo, acordos de livre comércio entre blocos como o da União Europeia com o Mercado Comum do Sul (Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) garantem acesso a mercados, avaliou a economista franco-britânica Emily Rees, ex-adida da França no Brasil, no 7º Fórum de Agricultura da América do Sul - Da Produção ao Mercado - Global e Sustentável. O acordo entre União Europeia e Mercosul foi fechado em junho."Em um mundo com protecionismo crescente, tem que buscar esses contratos de comércio entre os blocos. Isso assegura o acesso, a abertura de mercados que estão se fechando", disse.

Para Emily Rees, o acordo de livre comércio dará impulso ao comércio exterior. Entretanto, ela destacou também as negociações, já avançadas, do Mercosul com Canadá, Cingapura e Coreia do Norte, além das expectativas de negociação com o Japão. A economista considera "um avanço" a conclusão das negociações de acordo de livre comércio entre o Mercosul e o EFTA, bloco de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Emily Rees lembrou que a União Europeia e o Mercosul representam 25% do Produto Interno Bruto (PIB) global. "São 773 milhões de pessoas com variedade de demandas e de produtos", ressaltou. Outro aspecto destacado pela economista é que a União Europeia é um "mercado qualificador". "O produto exportado para o Mercosul 'ganha um selo de qualidade' para exportar para o mundo inteiro, ou seja, abre outros mercados", ressaltou.

A representante da CAS (Conselho Agropecuário da América do Sul), formado pelos ministros de Agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Maria Noel Ackerman, afirmou que a União Europeia é um parceiro comercial estratégico. "A União Europeia é um dos principais demandantes de produtos de bens de base agrária - 18% das vendas de bens base agrária do Mercosul vão a esse destino", afirmou..

Comentários

Comentários