Política

IPMT fará estudo para avaliar impacto de cortes em Taubaté

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
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Impacto. Mesmo sob críticas do IPMT, projeto de Ortiz para reduzir aportes foi aprovado pela Câmara
Impacto. Mesmo sob críticas do IPMT, projeto de Ortiz para reduzir aportes foi aprovado pela Câmara

O IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté) informou que irá realizar em breve um novo estudo atuarial, que servirá para analisar o impacto da lei sancionada em setembro pelo prefeito Ortiz Junior (PSDB) que reduz em R$ 1,615 bilhão os aportes que o órgão receberá nos próximos 30 anos como contribuição patronal.

Isso representará uma queda de 30,9% nos repasses entre 2019 e 2048. Apenas em 2019 e 2020, em vez de receber R$ 66,232 milhões, serão R$ 34,551 milhões repassados por prefeitura, Unitau (Universidade de Taubaté), Câmara e pelo próprio instituto.

Durante a tramitação do projeto que resultou na lei, dirigentes do órgão afirmaram que, com a mudança, já a partir de 2020 as despesas serão maiores do que as receitas. O instituto tem hoje um total de R$ 327 milhões investidos.

De acordo com o IPMT, o novo estudo será "o momento do dimensionamento deste impacto no sistema previdenciário municipal". Para efeito de comparação, o estudo anterior, divulgado no início de 2019, apontou que, em vez de reduzir os aportes, seria necessário ampliar em R$ 365 milhões os repasses nos próximos 35 anos.

O instituto mantém atualmente 2.527 aposentados e pensionistas e conta com a contribuição de 6.490 servidores ativos de prefeitura, Unitau, Câmara e do próprio órgão.

ALERTA.

Pela lei anterior, a prefeitura teria que repassar R$ 3,178 bilhões ao IPMT entre 2019 e 2048. Pela nova lei, esse montante caiu para R$ 2,617 bilhões, uma redução de 17,64%.

No caso da Unitau, a queda foi de 51,57%: de R$ 1,8 bilhão para R$ 902 milhões.

Os repasses da Câmara tiveram redução de 26,26%, passando de R$ 107,9 milhões para R$ 79,6 milhões nesse período. Já o aporte do IPMT passou de R$ 76,2 milhões para R$ 11,5 milhões, uma queda de 84,82%.

Também durante a tramitação do projeto, o instituto alertou que, como o texto não foi embasado em um estudo atuarial oficial, existe o risco de o município ter suspenso o seu CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), que é exigido para transferências e operações de crédito..

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