Ideias

POLITICAGEM OU FALTA DE GESTÃO?

Por Gabriel Pinelli FerrazDoutor em Psicologia Social pela PUC-SP, Especialista em Gestão de Cidades pela FAAP |
| Tempo de leitura: 1 min
Roberto Cláudio
Roberto Cláudio

Construir em Taubaté se tornou tarefa difícil. É isso que dizem engenheiros, arquitetos, grandes empresários e pequenos construtores. O diagnóstico parece ser um só: a burocracia municipal tem emperrado a construção civil. Basicamente, isto é responsabilidade da Secretaria de Planejamento, pois é ela que aprova projetos, emiti certidões, alvarás e licenças, ou seja, qualquer pessoa que queira construir na cidade tem que bater na porta dela, para saber o que pode ou não fazer.

Bem, é justamente aí que começa o sofrimento. Apesar da Secretaria ter sido informatizada nos últimos tempos, permitindo ao cidadão realizar alguns procedimentos de forma virtual, isso não foi suficiente para banir o beija-mão, um antigo hábito nacional trazido pela corte portuguesa em 1808.

Essa prática centenária é vista todos os dias na Prefeitura de Taubaté. Quase sempre a cena é a mesma, com o cidadão indo até os balcões da repartição municipal para aprovar seu projeto, mas ele não vai uma única vez, é obrigado a ir inúmeras vezes para implorar por respostas. Em cada ida, um novo documento é exigido, uma nova regra é apresentada, pois dificilmente os procedimentos são esclarecidos desde o início.

Tudo isso tem feito os projetos serem aprovados num prazo muito longo. O resultado de tanta burocracia é o estrangulamento de um dos setores mais dinâmicos da economia, pois é o que responde mais rápido nos tempos de crise e o que gera mais empregos..

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