Viver

Paraibunense lançará HQ inspirada no militante Carlos Mariguella

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Lançamento. Revista em quadrinhos sobre Marighella estará disponível em fevereiro de 2020
Lançamento. Revista em quadrinhos sobre Marighella estará disponível em fevereiro de 2020

A história de Carlos Marighella vai ser estampada em uma história em quadrinhos. Com roteiro de Rogério Faria, da cidade de Paraibuna, a obra vai retratar um dos momentos mais marcantes da vida do militante comunista, que viveu nos anos 1960 e lutou contra a Ditadura Militar no país.

A revista em quadrinhos "Marighella #LIVRE" teve financiamento coletivo aberto em setembro deste ano e tinha como meta arrecadas 2 mil reais para a realização do projeto. Com mais de um mês para o encerramento da campanha, os criadores ultrapassaram a meta estabelecida e arrecadaram mais de 6 mil reais.

Inspirado pela trajetória de Marighella, o roteirista Rogério Faria e o desenhista Ricardo Sousa criaram uma história que retrata o brasileiro em desenhos durante o início de sua vida política, aos 24 anos.

"A figura de Marighella sempre me chamou atenção e depois de realizar outros quadrinhos, resolvi fazer um sobre ele. Iniciei a pesquisa sobre a vida dele ainda em 2017", conta Faria.

Em sua pesquisa, o escritor resolveu abordar um episódio pouco falado na história do político.

"Conhecemos Marighella pela sua luta conta a ditadura nos anos 1960. Contudo, ele já havia sido preso durante o governo de Vargas, quando ainda era muito jovem", explica o roteirista.

A capa da revista, que será lançada em fevereiro de 2020, também foi feita por um morador de Paraibuna, o artista Phill Zr.

ENREDO.

Em 1936, Marighella havia acabado de se filiar ao Partido Comunista e havia se mudado para a cidade do Rio de Janeiro. Nessa época, o militante trabalhava na área de propaganda do partido, distribuindo jornais.

Ele foi preso por subversão e torturado pela polícia subordinada a Filinto Müller, chefe da polícia política da Era Vargas.

"A revista conta como ele usa sua inteligência para resistir e não entregar seus companheiros para a polícia", explica Faria.

REPRESÁLIAS.

Quando a campanha de financiamento foi lançada, os criadores receberam mensagens de ódio nas redes sociais.

"Com menos de 24 horas, recebemos mais de 600 comentários, alguns de apoio e a maioria com críticas", conta o roteirista.

De acordo com ele, entre as mensagens recebidas estavam dizeres de que os criadores do quadrinho deveriam "terminar como Marighella", referindo-se a sua morte e que deveriam ser presos por apoiar um criminoso. Mesmo com as críticas, a campanha teve mais de cem apoiadores.

"A grande mensagem desse projeto, que não teve nunca intenção ser neutro, foi colocar o assunto para debate. Queremos que Marighella seja discutido, que as pessoas debatam o porquê dele ter agido dessa forma"..

Comentários

Comentários