A Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) cumpriram, nesta terça-feira mandados de busca e apreensão em Taubaté e Ubatuba em mais uma etapa da Operação Lava Jato, que foi denominada "Pasalimani".
Foram alvos familiares e pessoas ligadas ao ex-diretor da empresa estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), o taubateano Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, além de prestadores de serviço.
De acordo com o MPF, as apurações indicaram a possível participação dos investigados na gestão de empresas usadas para a prática de atos de lavagem, bem como em ocultação de documentos.
Ao todo foram cumpridos 11 mandados de prisão.
A operação também teve desdobramentos nas cidades de São Paulo, Taboão da Serra e Itapetininga.
"A operação deflagrada na presente data decorre do aprofundamento das investigações quanto a atos de lavagem dos recursos ilícitos obtidos a partir dos delitos antecedentes já imputados a Paulo Vieira de Souza, em especial peculato e corrupção", informou o MPF.
"O foco das investigações na presente fase são atos de lavagem cometidos dentro do território nacional, com o auxílio de terceiros ligados a ele e por intermédio sobretudo do uso de pessoas jurídicas."
Paulo Vieira de Souza já foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a mais de 145 anos de prisão por ter comandado esquema de desvio de verbas públicas. E a mais de 27 anos de prisão por ter atuado na formação de cartel constituído por construtoras..