Quando tinha 15 anos, Priscila Quirino Fernandes, moradora de Guaratinguetá, passou o que chama de piores dias de sua vida em uma unidade da Fundação Casa em Jaraguá, em São Paulo. Hoje, aos 19, ela relata os aprendizados que o episódio trouxe.
Priscila estava grávida de dois meses quando foi levada pra a fundação, ela passou pouco mais de oito meses internada por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
“Estávamos em casa e meu marido na época, ele já tinha mais de 18 anos então eu acabei assumindo o ‘BO’. Eu não uso drogas, mas ajudava a vender pra ter o sustento em casa, minha infância com a família sempre foi perturbada. Tive minha primeira filha com 14, a segunda com 16 e agora tenho uma bebê de oito meses”, disse a jovem.
Mais de quatro anos após a internação, Priscila agora trabalha como pizzaiola em um estabelecimento em Guará. Ela possui formação em curso de inglês, informática e primeiros socorros.
“Nem tudo na vida tem que ser fácil, sou diferente de antes. Todos deveriam saber que tudo pode mudar se você quiser fazer isso por você", afirmou.