Economia

Sindicato aprova greve na Embraer em São José

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 1 min
Greve. Os trabalhadores aderiram à paralisação na Embraer
Greve. Os trabalhadores aderiram à paralisação na Embraer

Em assembleias nesta terça-feira, trabalhadores da Embraer decidiram entrar em greve na unidade de São José dos Campos, a principal da fabricante no país. É a primeira paralisação na fábrica em cinco anos.

A greve foi decretada por tempo indeterminado, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, em razão de impasse envolvendo o reajuste salarial dos funcionários da empresa.

Em nota, a Embraer contestou o movimento e disse que a greve foi "imposta pelo sindicato". A empresa afirmou que a fábrica operou com "cerca de 80% de suas equipes" em "todas as áreas produtivas e administrativas".

O sindicato rebateu e confirmou a paralisação: "É o contrário, com 80% dos trabalhadores aderindo à greve", disse Herbert Claros, diretor do sindicato.

A Polícia Militar informou ter enviado viaturas à portaria da Embraer, pela manhã, para garantir o direito de trabalhadores entrarem para a unidade.

IMPASSE.

Na semana passada, o sindicato havia aprovado estado de greve na Embraer e comunicado a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que negocia o reajuste salarial do setor aeroespacial como representante das empresas.

Os trabalhadores reivindicam aumento real de salário e preservação de direitos previstos na convenção coletiva da categoria. O sindicato disse que os salários na Embraer estão há quatro anos sem aumento real.

Ainda de acordo com a entidade, os trabalhadores rejeitaram a proposta da Fiesp de aplicar reposição de 100% da inflação no período (3,28%). Anteriormente, a proposta havia sido de abono R$ 2.500.

O sindicato defende 6,37% de reajuste, sendo 3% de aumento real, e renovação da convenção coletiva na íntegra.

"A empresa ficou de fazer proposta. Se não fizer, continua a greve", afirmou Claros..

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